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	<title>Dicas</title>
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	<description>Dicas grátis.</description>
	<pubDate>Wed, 19 Nov 2008 01:00:48 +0000</pubDate>
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		<title>REFLUXO: Fatores de Risco</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Nov 2008 14:15:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
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		<category><![CDATA[Saúde e Tratamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[A doença do refluxo gástrico esofágico também é conhecida como: esofagite de refluxo; hérnia de hiato; azia e refluxo. O que acontece é um conjunto de queixas que acompanha alterações no esôfago resultantes do refluxo (retorno) anormal do conteúdo estomacal para o esôfago. Náuseas e vômitos não costumam ocorrer.

No refluxo percebe-se a volta do conteúdo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A doença do refluxo gástrico esofágico também é conhecida como: esofagite de refluxo; hérnia de hiato; <a href="http://www.idealdicas.com/wp-content/refluxo.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-5165" title="refluxo" src="http://www.idealdicas.com/wp-content/refluxo.jpg" alt="" width="92" height="123" /></a>azia e refluxo. O que acontece é um conjunto de queixas que acompanha alterações no esôfago resultantes do refluxo (retorno) anormal do conteúdo estomacal para o esôfago. Náuseas e vômitos não costumam ocorrer.</p>
<p><span id="more-5127"></span><br />
No refluxo percebe-se a volta do conteúdo estomacal no sentido da boca, não havendo enjôo ou vômito, freqüentemente, com azedume ou amargor. Não raro determina tosse, pigarro e alterações da voz. O engasgo.  A ocorrência de falta de ar com chiado ou miado no peito, como a asma, pode ser desencadeada pelo refluxo.<br />
Geralmente ocorre uma sensações de bola na garganta e desconforto ao engolir e até fortes dores em aperto - espasmos - no meio do peito, podem ocorre, tais sinais representam uma desorganização das contrações faringo-esofágicas responsáveis por levarem ao estômago aquilo que ingerimos.</p>
<p>As propabilidades de você sofrer de refluxo aumentam se&#8230;</p>
<ul>
<li>&#8230;for obeso</li>
<li>&#8230;exagerar nas doses de bebidas alcoólicas</li>
<li>&#8230;usar roupas muito apertadas na cintura</li>
<li>&#8230;dormir de barriga para cima</li>
<li>&#8230;comer alimentos muito calóricos</li>
<li>&#8230;estiver na terceira idade</li>
<li>&#8230;for mulher</li>
<li>&#8230;se deitar logo após as refeições</li>
</ul>
<p>Em geral, o tratamento é clínico, com medidas educativas associadas aos medicamentos. A vídeo-laparoscopia vem facilitando o método cirúrgico, aplicado a casos selecionados, com resultados muito bons.<br />
Além de combater a obesidade, é importante evitar grandes volumes às refeições e de deitar nas primeiras duas horas seguintes. Medidas como estas ajudam a evitar os sintomas: evitar a bebida alcoólica, não deglutir líquidos muito quentes, ingerir um mínimo de líquidos durante ou logo após as refeições, evitar a ingestão de chá preto e café puro com estômago vazio.<br />
Os medicamentos mais usados são os que diminuem o grau da acidez já lançada no estômago (os populares antiácidos) e aqueles que inibem a produção de ácido pelas células do estômago (&#8221;antiácidos sistêmicos&#8221;).<br />
Vale dizer que o tratamento clínico combate muito bem os sintomas, mas não modifica a hérnia hiatal e poucas vezes muda o refluxo gastro-esofágico, propriamente dito.<br />
Se caso de dúvidas procure o médico.</p>
<p><strong>Adaptado por:</strong> Zelena Paiva</p>
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		<title>Como obter a Sabedoria</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Nov 2008 13:55:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Estudos Bíblicos]]></category>

		<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>

		<category><![CDATA[sabedoria bíblia]]></category>

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		<description><![CDATA[Mas, se alguém tem falta de sabedoria, peça a Deus, e ele dará porque é generoso e dá com bondade a todos. Porém peçam com fé e não duvidem de jeito nenhum, pois quem duvida é como as ondas do mar, que o vento leva de um lado para o outro. Quem é assim não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.idealdicas.com/wp-content/sabedoria.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-5161" title="sabedoria" src="http://www.idealdicas.com/wp-content/sabedoria.jpg" alt="" width="134" height="101" /></a>Mas, se alguém tem falta de sabedoria, peça a Deus, e ele dará porque é generoso e dá com bondade a todos. Porém peçam com fé e não duvidem de jeito nenhum, pois quem duvida é como as ondas do mar, que o vento leva de um lado para o outro. Quem é assim não pense que vai receber alguma coisa do Senhor, pois não tem firmeza e nunca sabe o que deve fazer. (Tiago 1.5.8)</p>
<p><span id="more-5124"></span></p>
<p><strong>Confie no Senhor Jesus<br />
Salomão pede sabedoria a Deus.</strong> <em>1 Reis 3:5,<br />
Naquela noite, o Deus Eterno apareceu num sonho a Salomão e perguntou:<br />
O que você quer que eu lhe dê?, Ele respondeu: Tu sempre mostraste grande amor pelo meu pai Davi, teu servo, e ele era bom, fiel e honesto para contigo. Tu continuaste a mostrar a ele o teu grande e constante amor e lhe deste um filho que hoje governa no lugar dele. ò Deus Eterno, tu deixaste que eu ficasse como rei no lugar do meu pai, embora eu seja muito jovem e não saíba governar. Aqui estou eu no meio do povo que escolheste para ser teu, um povo que é tão numeroso, que nem pode ser contado. Portanto, dá-me <strong>sabedoria</strong> para que eu possa governar o teu povo com justiça e saber a diferença entre o bem e o mal. Se não for assim, como é que eu poderei governar este teu grande povo?<br />
&#8220;<strong>Deus gostou de Salomão ter pedido isso e disse:</strong>&#8221; Já que você pediu sabedoria para governar com justiça em vez de pedir vida longa, ou riquezas, ou a morte dos teus inimigos, eu darei o que você pediu. Darei a você sabedoria e inteligência, como ninguém teve antes de você nem terá depois. Mas lhe darei também o que não pediu: durante toda a sua vida você terá riquezas e honras, mais do que qualquer outro rei. e, se você me obedecer e guardar as minhas leis e os meus mandamentos, como fez o seu pai Davi, eu lhe darei uma vida longa.</em></p>
<p><strong>Fonte:</strong> Bíblia Sagrada - Linguagem de Hoje<br />
<strong>Enviado: </strong>Luiza Dias</p>
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		<title>Invista na sua Qualidade de Vida</title>
		<link>http://www.idealdicas.com/invista-na-sua-qualidade-de-vida/</link>
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		<pubDate>Tue, 18 Nov 2008 02:40:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Artes e Cultura]]></category>

		<category><![CDATA[Educação]]></category>

		<category><![CDATA[Esportes e Jogos]]></category>

		<category><![CDATA[Estética e Beleza]]></category>

		<category><![CDATA[Saúde e Tratamentos]]></category>

		<category><![CDATA[saúde e bem estar]]></category>

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		<description><![CDATA[Horas trabalhadas. Eu não vou mentir para você, não. Para crescer na carreira é preciso trabalhar muito, fazer muita hora extra e, às vezes, longas jornadas. A questão é você ter resposta para a pergunta:&#8220;Vale a pena?&#8221; Com o tempo e com a maturidade, você vai aprender a lidar melhor com o assunto horas de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Horas trabalhadas</strong>. Eu não vou mentir para você, não. Para crescer na carreira é preciso trabalhar muito, <a href="http://www.idealdicas.com/wp-content/qualidade1.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-5152" src="http://www.idealdicas.com/wp-content/qualidade1.jpg" alt="" width="88" height="117" /></a>fazer muita hora extra e, às vezes, longas jornadas. A questão é você ter resposta para a pergunta:<strong>&#8220;Vale a pena?&#8221;</strong> Com o tempo e com a maturidade, você vai aprender a lidar melhor com o assunto <strong>horas </strong><strong>de trabalho</strong>, mas tem uma determinada fase da vida em que trabalhamos muito mais do que queremos.<br />
<strong>Creio que nunca trabalhamos tanto </strong>como temos trabalhado nos últimos tempos.<br />
<span id="more-5148"></span></p>
<p>Equipes enxutas, multifuncionalidade, mais tecnologia, tudo parece ser feito para nos manter ocupados e sempre ligados nas questões profissionais.<br />
Penso que é justamente por isso que temos de planejar nossa qualidade de vida e incluir este item em nossa agenda. Planejar é uma forma de estarmos preparados para a pressão, estresse e longas jornadas de trabalho. O que é importante pensar no quesito qualidade de vida?.<br />
<strong>Não esqueça a família.</strong> Quando fora do trabalho, dedique uma atenção toda especial para família. Procure sempre ter atividades divertidas com os filhos e nunca deixe de ter um tempo a sós com o marido ou esposa. De tempos em tempos, um jantar a sós naquele restaurante especial, um cineminha, sair para dançar; não deixe o relacionamento esfriar.<br />
<strong>Cuide de seu corpo.</strong> Saúde é tudo. O seu corpo é como uma máquina que sempre deve ter cuidados <a href="http://www.idealdicas.com/wp-content/qualidadeii.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-5153" src="http://www.idealdicas.com/wp-content/qualidadeii.jpg" alt="" width="118" height="116" /></a>especiais. Pratique um esporte de forma continuada. São tantas as opções que nem vale a pena enumerar. Tenha uma postura preventiva em relação à sua saúde; cuide bem de sua alimentação e evite exageros em encontros ou festividades da empresa. Caso não tenhas tempo para nada e também não goste de se exercitar, faça pequenas trocas. Em vez do elevador, vá pela escada ou suba alguns andares.<br />
<strong>Na hora do almoço</strong>, caminhe por, pelo menos, quinze minutos e se ficar muito tempo em frente ao computador, use o descanso para os pés, proteção na tela para a visão e um pouco de alongamento a cada duas horas em que estiver sentado. <strong>Não vai lhe tornar nenhum atleta</strong>, mas ajudará a prevenir pequenas lesões.<br />
<strong>Cuide de sua mente.</strong> A mente também precisa descansar. Experimente praticar alguma arte marcial ou técnicas de relaxamento. Meditação é uma exelente e rápida opção e pode ser feita pela manhã ou à noite. Tente esvaziar sua cabeça do trabalho, lendo um bom romance ou aventura ou vendo um bom filme. Nossa mente precisa ser alimentada com coisas diferentes para estimular nossa criatividade e fugir um pouco do<br />
bê-á-bá organizacional. Tenha um hobby, aprenda artes; tudo é válido para revigorar as idéias.<br />
<strong>Cuite de seu espírito.</strong> A religiosidade é uma característica que ajuda em muito a sua carreira. Quem tem <a href="http://www.idealdicas.com/wp-content/qualidadeiii.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-5154" src="http://www.idealdicas.com/wp-content/qualidadeiii.jpg" alt="" width="133" height="121" /></a>fé vai mais longe, enfrenta as adversidades com mais naturalidade, pois acredita que Deus está sempre presente. Não estou falando de religião, mas acreditar no amor como Deus nos amou e manter um comportamento amoroso para com seus semelhantes. Começar e terminar o dia sempre com uma oração e agradecer muito mais do que pedir. Deus é pai e conhece muito bem cada um de seus filhos, suas verdadeiras intenções, aspirações e sonhos. Basta acreditar!<br />
<strong>Qualidade de vida não é algo supérfluo</strong>, mas sim uma necessidade para ajudar a suportar a pressão, o estresse e conseguir render muito mais no trabalho. Sem ela, sua vida tende ao desequilíbrio e sua carreira acaba afetada. <strong>Cuide bem do maior presente que Deus lhe deu: a sua vida. Os seus sonhos. Os seus ídeias. Os seus projetos.</strong></p>
<p><strong>Fonte:</strong> Desperte seu Talento, Paulo Araujo<br />
<strong>Enviado e adaptado:</strong> Menezes</p>
<p><strong></strong></p>
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		<title>Omelete Dobradinho</title>
		<link>http://www.idealdicas.com/omelete-dobradinho/</link>
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		<pubDate>Mon, 17 Nov 2008 17:01:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Culinária e Receitas]]></category>

		<category><![CDATA[Omelete]]></category>

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		<description><![CDATA[Ingredientes:

2 ovos
Sal
Salsa picada
Óleo
100g de requeijão cremoso
100g de presunto cozido picado


Modo de preparo:

Numa vasilha, bata os ovos, junte o sal e a salsa picada.
Aqueça o óleo em uma frigideira antiaderente.
Faça uma omelete redonda.
Retire do fogo, coloque o requeijão e o presunto picado e dobre a omelete.
Leve ao microondas por 1 minuto.
Corte e sirva

Fonte: DC Gastronomia out/08
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Ingredientes:</strong><a href="http://www.idealdicas.com/wp-content/omelete.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-5142" title="omelete" src="http://www.idealdicas.com/wp-content/omelete.jpg" alt="" width="127" height="95" /></a></p>
<ul>
<li>2 ovos</li>
<li>Sal</li>
<li>Salsa picada</li>
<li>Óleo</li>
<li>100g de requeijão cremoso</li>
<li>100g de presunto cozido picado<br />
<span id="more-5139"></span></li>
</ul>
<p><strong>Modo de preparo:</strong></p>
<ol>
<li>Numa vasilha, bata os ovos, junte o sal e a salsa picada.</li>
<li>Aqueça o óleo em uma frigideira antiaderente.</li>
<li>Faça uma omelete redonda.</li>
<li>Retire do fogo, coloque o requeijão e o presunto picado e dobre a omelete.</li>
<li>Leve ao microondas por 1 minuto.</li>
<li>Corte e sirva</li>
</ol>
<p><strong>Fonte:</strong> DC Gastronomia out/08</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Simbolismo</title>
		<link>http://www.idealdicas.com/simbolismo/</link>
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		<pubDate>Mon, 17 Nov 2008 16:51:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Artes e Cultura]]></category>

		<category><![CDATA[Educação]]></category>

		<category><![CDATA[Histórias e Contos]]></category>

		<category><![CDATA[simbolismo história]]></category>

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		<description><![CDATA[O Simbolismo, movimento literário que antecedeu a Primeira Guerra Mundial (1913-1918), surge como reação às correntes materialistas e cientificistas da sociedade industrial do início do século XX. A palavra simbolismo é originária do grego, e significa colocar junto.  Os simbolistas, negando os parnasianos, aboliram o culto à forma de suas composições. Resgatando um ideal [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Simbolismo, movimento literário que antecedeu a Primeira Guerra Mundial (1913-1918), surge como <a href="http://www.idealdicas.com/wp-content/simbolismo1.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-5136" title="simbolismo1" src="http://www.idealdicas.com/wp-content/simbolismo1.jpg" alt="" width="127" height="92" /></a>reação às correntes materialistas e cientificistas da sociedade industrial do início do século XX. A palavra simbolismo é originária do grego, e significa colocar junto.  Os simbolistas, negando os parnasianos, aboliram o culto à forma de suas composições. Resgatando um ideal romântico, os poetas desse período mergulharam no inconsciente, na introspecção do eu; entretanto o fizeram de maneira bem mais profunda que Garret, Camilo Castelo Branco e outros românticos.<br />
<span id="more-5134"></span><br />
<strong>Cronologia:<br />
Século XIX<br />
Portugal: </strong>Publicação de Oaristo (1890) de Eugênio de Castro.</p>
<p><strong>1915:</strong> Ano da Proclamação da República, com a publicação da Revista Orpheu.</p>
<p><strong>Brasil:<br />
1893,</strong> com a publicação de Missal e de Broquéis de Cruz e Sousa. Cabe lembrar que a poesia simbolista não teve no Brasil a mesma aceitação que na Europa. A divulgação dessa estética ocorreu paralela ao Parnasianismo.<br />
1902, com a publicação de Canaã, de Graça Aranha.</p>
<p><strong>Origem:</strong><br />
Em 1857, na França, Charles Baudelaire (1821-1867) publicou As Flores do Mal e em 1866 saiu o primeiro número da antologia Le Parnasse Contemporain. Nesta, foram expostas tanto composições simbolistas quanto produções  parnasianas. A poesia simbolista está ligada à idéia de decadência, daí seu primeiro nome ter sido Decadentismo; só mais tarde essa nova estética passou a chamar-se Simbolismo. Jean Moréas, teórico do grupo, em 1886 publicou um artigo chamado O século XX, que definia o movimento como &#8220;não tanto em seu tom decadente quanto em seu caráter simbólico&#8221;; essa publicação colocou um ponto final na nomeação da nova estética, que passou a chamar-se Simbolismo. Tendo por base as idéias de Moréas, Eugênio de Castro lançou o movimento em Portugal com Oaristo; o nome dessa obra, em grego, significa &#8220;Diálogo Íntimo&#8221;. No Brasil,  o movimento chegou, sem influências portuguesas, com a publicação de Missal e de Broqueis, ambas de Cruz e Souza.</p>
<p><strong>Características:</strong><br />
O Simbolismo representa uma espécie de volta ao Romantismo, especificamente ao &#8220;mal do século&#8221;, que marcou a segunda fase romântica. Mas o mergulho simbolista no universo metafísico foi mais profundo que a imersão no movimento anterior. Os simbolistas buscavam integrar a poesia na vida cósmica, usando uma linguagem indireta e figurada. Cabe ainda ressaltar que a diferença entre o Simbolismo e o Parnasianismo não está primeiramente na forma, já que ambos empregam certos formalismos (uso do soneto, da métrica tradicional, das rimas ricas e raras e de vocabulário rico), mas no conteúdo e na visão de mundo do artista. Apesar de seguir alguns efeitos estéticos do Parnaso, esse movimento desrespeitou a gramática tradicional com o intuito  de não limitar a arte ao objeto, trabalhando conteúdos místicos e sentimentais, usando para tanto a sinestesia (mistura de sensações: tato, visão, olfato&#8230;). Essa corrente literária deu atenção exclusiva à matéria submersa do&#8221;eu&#8221;, explorando-a por meio de uma linguagem pessimista e musical, na qual a carga emotiva das palavras é ressaltada; a poesia aproxima-se da música usando aliterações.</p>
<p><strong>Autores portugueses<br />
Eugênio de Castro (1869/1944)</strong><br />
Motivado pela influência recebida em sua estada na França, Castro, formado em Letras na Universidade de Coimbra, inaugura o Simbolismo português com Oaristo, cuja técnica é baseada na poesia de Paul Verlaine. Massaud Moisés, estudioso da Literatura, assinala que, apesar de fazer uso de prefácios polêmicos e agressivos para inserir os pressupostos da estética simbolista em seus livros, esse artista revela uma tendência inata para o equilíbrio clássico, para a contenção e para o formalismo de tradição. Essa tendência vai substituindo de forma gradativa a postura simbolista.</p>
<p><strong>Características</strong><br />
A produção literária de Eugênio de Castro apresenta versos livres, vocabulário erudito, pessimismo e ambigüidade nos temas trabalhados(blasfêmias-liturgia; ocultismo-catolicismo).</p>
<p><strong>Obras:</strong><br />
Oaristo (1890), Horas (1891), Silva e Interlúdio (1894).<br />
Antônio Nobre (1867/1900)<br />
Em 1892, Nobre, advogado formado em Paris, publica sua obra mais importante: Só, uma coletânea de poemas em que utiliza uma linguagem coloquial,  para voltar ao passado, à infância. Sua produção revela uma hipersensibilidade, um forte sentimento de tristeza e de completa inadaptação ao mundo. Suas descrições são preenchidas por ambientes vagos ou nebulosos; por esses motivos, o poeta é chamado de crepuscular, ou seja, um artista voltado para as horas de recolhimento.</p>
<p><strong>Características:</strong><br />
A produção literária de Antônio Nobre apresenta vocabulário simples, temas coloquiais, apego à terra, às raízes populares;  descrição de seu exílio parisiense e egocentrismo.</p>
<p><strong>Obras:</strong><br />
Só (1892), Despedidas (1902), Primeiros Versos (1921) e Alicerces (1983).<br />
Camilo Pessanha (1871/1926)<br />
Pessanha, estudioso da civilização chinesa, morreu em Macau. É considerado o maior  simbolista português. Alguns de seus poemas foram publicados na revista Centauro em 1916, graças ao interesse e esforço de João de Castro Osório. Mais tarde, em 1920, conseguindo outras composições às quais reuniu as já publicadas, publicou Clepsidra. O nome da obra significa relógio movido a água.</p>
<p><strong>Características:</strong><br />
Suas composições trabalham temas sentimentais, apresentam uma musicalidade marcante e uma postura de resignação diante da adversidade. Esse quadro compõe imagens fugidias, carregadas de pessimismo, e transitoriedade da vida.</p>
<p><strong>Obra:</strong><br />
Clepsidra (1920).<br />
Autores brasileiros<br />
Cruz e Souza<br />
Nasceu em Santa Catarina, no ano de 1861 e faleceu em Minas Gerais, em 1898. Apesar de ser filho de negros escravos, teve uma excelente educação, falava francês, latim e grego. Foi nomeado promotor em Laguna, SC, mas não assumiu seu posto, devido a preconceitos raciais. Em 1886, mudou-se para o Rio de Janeiro, trabalhando como arquivista da Central do Brasil e secretário e ponto de uma companhia dramática. Em 1885, publicou um volume intitulado Tropos e Fantasias, em colaboração com Virgílio Várzea, com quem já tinha dirigido um jornal abolicionista, o Tribuna Popular. Em 1893, lançou Missal e Broquéis.<br />
O poeta teve quatro filhos; destes, morreram dois. Sua mulher enlouqueceu; além disso, a família tinha uma péssima situação econômica. Todos esses acontecimentos afetaram profundamente a vida desse artista, que morreu tuberculoso em 1898.</p>
<p><strong>Características:</strong><br />
Sua produção literária é carregada ora de erotismo e satanismo, ora se misticismo. As composições apresentam  uma visão trágica da vida e busca de transcendência (eu x mundo). O poeta, usando um vocabulário litúrgico e apresentando obsessão pela cor branca, cria analogias e correspondências entre o concreto e o abstrato.</p>
<p><strong>Obras:</strong><br />
Tropos e Fantasias<br />
Missal e Broquéis, 1893 (poesia)<br />
Evocações, 1898 (prosa)<br />
Faróis, 1900 (poesia)<br />
Últimos Sonetos, 1905 (poesia)<br />
Alphonsus de Guimaraens<br />
(O solitário de Mariana ou O Poeta Lunar)<br />
Nasceu em Ouro Preto (1870) e faleceu em Mariana, Minas Gerais, em 1921.<br />
Formou-se em Direito, tendo sido promotor e juiz. A noiva morreu quando ambos tinham dezoito anos; ele nunca superou este ocorrido, apesar de ter-se casado e ter tido quatorze filhos. Viveu isolado do mundo literário de sua época, o que lhe valeu o apelido de &#8220;O solitário de Mariana&#8221;.</p>
<p><strong>Características:</strong><br />
Sua obra revela um apelo constante à memória e à imaginação, os versos são melancólicos, dotados de uma musicalidade marcante. Religião, Natureza e Arte servem de apoio para a exploração de seu tema preferido: a morte da amada.</p>
<p><strong>Obras:</strong><br />
Centenário das Dores de Nossa Senhora (1899)<br />
Câmara Ardente (1899)<br />
Dona Mística (1899)<br />
Kyriale (1902)<br />
Pauvre Lyre (1921)<br />
Pastoral aos Crentes do Amor e da Morte (1923)</p>
<p><strong>BIBLIOGRAFIA:</strong></p>
<p>* Literatura Brasileira (das origens aos nossos dias) José de Nicola - Editora Scipione.</p>
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		<title>Medalhões de Filé ao Poivre</title>
		<link>http://www.idealdicas.com/medalhoes-de-file-ao-poivre/</link>
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		<pubDate>Mon, 17 Nov 2008 14:21:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Culinária e Receitas]]></category>

		<category><![CDATA[receitas]]></category>

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		<description><![CDATA[Ingredientes:

2 medalhões de filé mignon
4 batata médias
1/4 de cebolas médias picadinhas
1 colher de sopa de pimenta poivre
100 ml de vinho tinto seco
250 ml molho madeira

2 colheres de sopa de creme de leite
1/4 de xícara de arroz
1/2 xícara de água quente
4 colheres de óleo sendo meia somente para o arroz
Sal
Pimenta
Temperinho verde a gosto
1 colher de manteiga [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Ingredientes:</strong></p>
<ul>
<li>2 medalhões de filé mignon<a href="http://www.idealdicas.com/wp-content/medalhoes-de-file-ao-poivre.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-5121" title="medalhoes-de-file-ao-poivre" src="http://www.idealdicas.com/wp-content/medalhoes-de-file-ao-poivre.jpg" alt="" width="119" height="78" /></a></li>
<li>4 batata médias</li>
<li>1/4 de cebolas médias picadinhas</li>
<li>1 colher de sopa de pimenta poivre</li>
<li>100 ml de vinho tinto seco</li>
<li>250 ml molho madeira<br />
<span id="more-5120"></span></li>
<li>2 colheres de sopa de creme de leite</li>
<li>1/4 de xícara de arroz</li>
<li>1/2 xícara de água quente</li>
<li>4 colheres de óleo sendo meia somente para o arroz</li>
<li>Sal</li>
<li>Pimenta</li>
<li>Temperinho verde a gosto</li>
<li>1 colher de manteiga sem sal</li>
</ul>
<p><strong>Para o molho madeira:</strong></p>
<ul>
<li>2 colheres de sopa de manteiga</li>
<li>40g de farinha de trigo</li>
<li>80 ml de vinho madeira</li>
<li>560 ml de caldo de carne</li>
<li>1 pitada de sal</li>
<li>1 colher de chá de mostarda</li>
<li>Champignon (opcional)</li>
</ul>
<p><strong>Modo de Preparo:</strong></p>
<ol>
<li>Aqueça em uma panela pequena meia conlher de óleo.</li>
<li>Adicione 1/4 de xícara de arroz.</li>
<li>Junte meia xícara de água quente e tempere a gosto.</li>
<li>Deixe cozinhar por cerca de 12 minutos.</li>
<li>Tire a panela do fogo e deixe-a tampada por cerca de 8 minutos.</li>
<li>Em uma frigideira refoque a cebola até dourar.</li>
<li>Adicione a pimenta poivre amassando-a. Em seguida, coloque o vinho e deixe reduzir em fogo baixo.</li>
<li>Após a redução, junte o molho madeira.</li>
<li>Para o molho madeira, derreta a manteiga, junte a farinha e mexa bem até que fique dourada. Acrescente aos poucos o vinho madeira, o caldo de carne, o sal, a mostarda e o champignon, mexendo sempre até engrossar ligeiramente. Se não tiver vinho madeira, substitua por conhaque.</li>
<li>Tempere com sal  e finalize com creme de leite. Tenha cuidado para que o creme não ferva. Reserve.</li>
<li>Em outra frigideira antiaderente, grelhe os filés temperados com sal e pimenta a gosto por cerca de 8 minutos.</li>
<li> Descasque as batatas e corte-as ao meio. Cozinhe em água até que fiquem macias.</li>
<li>Após cozidas, em uma frigideira, derreta a manteiga e salteie as batatas, temperando-as com sal e temperos verders picadinhos a gosto.</li>
</ol>
<p><strong>Por:</strong> Chef Jaison Coelho</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>As Revoltas na República Velha</title>
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		<comments>http://www.idealdicas.com/as-revoltas-na-republica-velha/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 17 Nov 2008 13:57:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Artes e Cultura]]></category>

		<category><![CDATA[Educação]]></category>

		<category><![CDATA[Histórias e Contos]]></category>

		<category><![CDATA[República Velha]]></category>

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		<description><![CDATA[Os deserdados da República: as revoltas populares da Primeira República 
Na primeira República (1889-1930), a vida política restringia-se às oligarquias que governavam os estados e o Brasil como se fossem propriedades particulares. Assim, já a partir dos primeiros anos do século XX, surgiam diversos movimentos de contestação à política do café-com-leite, principalmente nas cidades, que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Os deserdados da República: as revoltas populares da Primeira República</strong> <a href="http://www.idealdicas.com/wp-content/as-revoltas-na-republica-velha.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-5117" title="as-revoltas-na-republica-velha" src="http://www.idealdicas.com/wp-content/as-revoltas-na-republica-velha.jpg" alt="" width="117" height="82" /></a><br />
Na primeira República (1889-1930), a vida política restringia-se às oligarquias que governavam os estados e o Brasil como se fossem propriedades particulares. Assim, já a partir dos primeiros anos do século XX, surgiam diversos movimentos de contestação à política do café-com-leite, principalmente nas cidades, que apresentaram grande crescimento populacional no período.</p>
<p><span id="more-5116"></span><br />
Em 1980, o Rio de Janeiro registrava 522 mil habitantes e, em 1920, já contava com 1,1 milhão. São Paulo, no mesmo período, apresentou um crescimento populacional espetacular: de 65 mil atingiu 580 mil habitantes &#8212;- quase 900%. No Nordeste as cidades também cresceram: Salvador, por exemplo, no mesmo período saltou de 175 mil para 288 mil habitantes. Essa população, insatisfeita em ser simplesmente um joguete nas mãos dos coronéis, queria participar da vida política, para que suas reivindicações fossem ouvidas e atendidas, o que não ocorria devido ao domínio exercido pelos coronéis.</p>
<p><strong>&#8220;Bota-abaixo&#8221;: a modernização do Rio de Janeiro</strong><br />
A sociedade brasileira tornava-se cada vez mais complexa. As cidades cresciam, expandia-se o setor industrial, desenvolvia-se o setor industrial, desenvolvia-se a classe operária e ampliava-se o setor terciário (bancos, comércio, transporte): o Brasil não era mais só o café. O próprio governo tomou algumas iniciativas para modernizar o país, como durante a presidência de Rodrigues Alves (1902-1906), quando a cidade do Rio de Janeiro, então capital do país, passou por uma transformação radical: removeram-se morros, alagaram-se ruas, abriram-se praças, reformou-se o porto - a cidade foi profundamente remodelada. Da noite para o dia, expulsa dos cortiços para os bairros periféricos, a população pobre estabeleceu-se nos morros, distante de seu local de trabalho, aumentando assim as favelas que tinham surgido a poucos anos. Do Morro da Providência, as favelas espalharam-se pelas encostas da cidade: Saúde, Santo Antônio, Salgueiro, Mangueira&#8230;<br />
Nos morros, o samba desenvolveu-se rapidamente. Originário da Bahia, foi no Rio de Janeiro que se popularizou. A partir de 1916, começaram a aparecer os primeiros sambas, especialmente para o carnaval, que na época já era a maior festa popular. Logo foi gravado o primeiro samba, fazendo muito sucesso: Pelo telefone.<br />
Em 1904, o &#8220;bota-abaixo&#8221;, nome popular dado às reformas conduzidas pelo prefeito Pereira Passos, fez crescer o clima de revolta da população contra o que ironicamente Lima Barreto chamou de &#8220;civilização&#8221;. Em agosto de mesmo ano, iniciou-se a vacinação obrigatória, sob a coordenação do médico sanitarista Osvaldo Cruz, pois, apenas nesse ano, uma epidemia de varíola provocou a morte de 4 mil pessoas no Rio de Janeiro. A falta de esclarecimento sobre as razões da vacinação, aliada aos transtornos criados pela reforma da cidade, acabou por deflagrar uma revolta popular contra o governo, que ficou conhecida como a Revolta da Vacina.<br />
Durante quatro dias, o Rio de Janeiro viveu uma verdadeira guerra civil. A população, amotinada, construía barricadas e atacava as tropas mobilizadas pelo governo para retomar o controle da cidade. Alguns militares, descontentes com o governo, tentaram organizar um golpe militar. O caos tomou conta da capital. Depois de sufocar a rebelião militar, o governo cercou e bombardeou durante várias horas os últimos redutos dominados pelos revoltosos, conseguindo reassumir o controle total da cidade.<br />
Os suspeitos de participação nos conflitos, segundo o historiador José Maria dos Santos, &#8220;começaram a ser recolhidos em grandes batidas policiais. Não se fazia distinção de sexos, nem de idades. Bastava se desocupado ou maltrapilho e nºao provar residência habitual para ser culpado. Conduzidos para bordo de um paquete de Lôide Brasileiro, em cujos porões já se encontravam a ferros e no regime da chibata foram sumariamente expulsos para o Acre&#8221;.<br />
E o &#8220;bota-abaixo&#8221; continuou destruindo o centro antigo do Rio de Janeiro. No lugar surgia uma cidade moderna, que precisava encontrar espaço para um veículo até então desconhecido dos cariocas: o automóvel. O primeiro veículo, importado da França, foi trazido pelo jornalista José do Patrocínio, em 1982. Tinha custado 20 mil francos. Depois de ser montado, os jornais anunciaram que o estranho veículo estava prestes a circular. Num Domingo de manhã, Patrocínio ao volante e o poeta Olavo Bilac a seu lado iniciaram o passeio, acompanhados por um grande público ávido de conhecer a novidade.</p>
<p><strong>A escravidão não tinha acabado na Marinha: a Revolta da Chibata</strong><br />
Um tiro de canhão interrompe a encenação da ópera Tanhãuser, do alemão Richard Wagner, no Rio de Janeiro. Centenas de espectadores que estavam presentes no teatro para homenagear o presidente da República recém empossado, o marechal Herme da Fonseca, saem do mundo da fantasia wagneriano e voltam para a crua realidade brasileira.<br />
Era a noite de 22 de novembro de 1910 quando 2.400 marinheiros, liderados por João Cândido, chamado pela imprensa de Almirante Negro, tomaram os quatro maiores navios da Marinha brasileira e ameaçaram bombardear a capital federal caso o governo não atendesse a suas reivindicações: &#8220;nós, marinheiros, cidadãos brasileiros e republicanos, não podendo mais suportar a escravidão na Marinha brasileira, a falta de proteção que a Pátria nos dá, queremos reformar o código imoral e vergonhoso que nos rege, a fim de que desapareça a chibata, o bolo e outros castigos semelhantes.&#8221;<br />
De fato, eram castigos desumanos, dolorosos. A chibata constituiu-se de uma corda de linho, de tamanha médio, atravessada de pequenas agulhas de aço; ao ser punido, o marinheiro ficava algemado à balaustrada do navio, nu da cintura para cima. O bolo era o castigo físico aplicado nas mãos dos marinheiros, como a palmatória.<br />
Após a proclamação da república, adotou-se um novo código disciplinar na Marinha, que agravou ainda mais as penas aplicadas aos marinheiros. Faltas consideradas leves eram punidas com prisão em solitária, a pão e água, por três dias. Se houvesse reincidência, o marinheiro ficaria preso por seis dias. Caso o marinheiro cometesse falta considerada grave, receberia no mínimo 25 chibatadas. E as punições cresciam a bel-prazer do oficial.<br />
A revolta teve início quando a tripulação do navio Minas Gerais presenciou a punição, com 250 chibatadas, do marinheiro Marcelino Rodrigues Menezes. Marcelino desmaiou durante a aplicação do castigo, mas as chibatadas continuaram até atingir 250.<br />
Os marinheiros exigiam a anistia, isto é, não seriam punidos por terem se rebelado. Dois dias após o início da rebelião, em 24 de novembro, o Congresso Nacional, ficou acertado que os rebelados não receberiam punição e que a chibata seria abolida dos castigos. Os marinheiros, ao tomar conhecimento da aprovação do projeto de anistia, telegrafaram para o governo notificando que a revolta tinha terminado e aguardavam o retorno dos oficiais da Marinha aos navios.<br />
Quatro dias depois, em 28 de novembro, o governo publicou um decreto autorizando &#8220;a baixa, por exclusão, das praças do Corpo de Marinheiros Nacionais, cuja permanência se tornar inconveniente à disciplina&#8221;. O governo descumpria assim o acordo firmado em 24 de novembro, e vários marinheiros foram presos.<br />
Corriam boatos de que haveria outra revolta. De fato, no dia 10 de dezembro, na Ilha das Cobras, na Baía de Guanabara, explodiu uma nova rebelião. Para alguns, o movimento tinha sido estimulado pela própria Marinha, para justificar a repressão contra os marinheiros. A Marinha, com o apoio do Exército, bombardeou a ilha, obrigando os rebeldes à rendição. Centenas de marinheiros morreram e muitos foram aprisionados. João Cândido ficou detido numa cela subterrânea com outros dezessete marinheiros.<br />
Considerado louco pelos médicos da Marinha, João Cândido permaneceu dezoito meses internado no hospício. Foi julgado e inocentado. Passou a viver de biscates e morreu com quase 90 anos, em 6 de dezembro de 1969, no Rio de Janeiro.<br />
Outros trezentos marinheiros foram presos e mandados para a Amazônia. Na viagem, diversos marinheiros que tinham se destacado na rebelião foram fuzilados. Após 31 dias no porão do navio, sem verem a luz do sol, os sobreviventes desembarcaram: &#8220;eram fisionomias esguedelhadas, mortas de fome, esqueléticas e nuas. As roupas esfarrapadas deixavam ver todo o corpo&#8221;.</p>
<p><strong>&#8220;Liberdade! Liberdade! Estamos agora em outro século&#8221;: a Guerra do Contestado</strong><br />
Durante a república Velha - denominação que a Primeira República receberá posteriormente - ocorreram vários movimentos de oposição ao domínio político dos fazendeiros. Mas foi na fronteira entre o Paraná e Santa Catarina, numa região contestada pelos dois estados, que desejavam incorpora-la ao seu território, que aconteceu a maior e mais longa rebelião do período. Ficou conhecida como Guerra do Contestado (1912-1915).<br />
A região era marcada pela violência. Foi palco da Revolução Farroupilha, no século XIX, da Revolução Federalista, no início da República, e Santa Catarina. Assim como no Nordeste, havia na área vários beatos, chamados de monges, que percorriam os povoados rezando, aconselhando e curando doentes. Um deles, José Maria, tornou-se líder de um movimento de resistência à expulsão de centenas de camponeses de terras que ocupavam havia muitos anos; nessas terras se queria construir uma ferrovia e uma madeireira. Estas instalaram-se numa área de 180 mil hectares.<br />
É preciso lembrar que, com o advento da República, as terras devolutas pertencentes ao governo central foram transferidas para os governos estaduais, controlados pelas oligarquias. Na região, as terras acabaram sendo entregues aos aliados do governo, os chamados coronéis, que expulsavam os camponeses.<br />
O conflito militar começou em 1912, quando um destacamento da polícia do Paraná atacou os sertanejos. No combate, com muitas baixas, morreram o &#8220;monge&#8221; José Maria e o chefe da tropa paranaense, o coronel João Gualberto. Até setembro de 1914, ocorreram diversos combates entre os sertanejos e os destacamentos do Exército e das polícias estaduais, que chegaram a reunir setecentos soldados.<br />
Como as tropas governamentais não conseguiram nenhuma vitória definitiva contra os sertanejos, em setembro de 1914 o governo federal enviou o general Setembrino de Carvalho com ordens expressas de expressas de exterminar os camponeses rebelados. Reunindo 7 mil homens e moderno equipamento militar (usaram-se até aviões para bombardear as regiões controladas pelos sertanejos), no final de 1915, depois de massacrar centenas de habitantes do povoado, o general &#8220;pacificou&#8221; a zona do Contestado.</p>
<p><strong>Salvadores da pátria: o movimento tenentista</strong><br />
No Rio de Janeiro, na madrugada de 5 de julho de 1922, um grupo de oficiais liderados pelo capitão Euclides Hermes da Fonseca, filho do marechal Hermes da Fonseca, ex-presidente do Brasil, tomou o Forte de Copacabana, de onde passou a atacar o quartel-general do Exército. Ao mesmo tempo, na Vila Militar da capital federal, em Niterói e no Mato Grosso eclodiram rebeliões semelhantes.<br />
No fia seguinte, o Congresso aprovou o estado de sítio, que entre outras arbitrariedades, dava ao governo poderes para obrigar as pessoas a residir em endereços determinados, fazer buscas e apreensões em domicílios, suspender a liberdade de reunião e associação, censurar a imprensa e as correspondências.<br />
No dia 7, as tropas do governo mobilizadas para a retomada do Forte encontraram um pequeno número de rebeldes. Apenas dezoito militares (ou 28 conforme outra versão do episódio) deixaram a fortaleza e, envoltos em tiras da bandeira nacional retirada do Forte, marcharam pela praia de Copacabana ao encontro das forças governistas. No caminho novas desistências reduziram a dez o número de combatentes; somente dois sobreviveram à troca de tiros com as tropas do Exército: os tenentes Siqueira Campos e Eduardo Gomes.</p>
<p><strong>Revolta fardada: o tenentismo</strong><br />
O episódio que acabamos de descrever fez parte de um movimento maior, em que, ao longo da década de 1920, oficiais militares de diversos lugares do Brasil se rebelaram contra o governo. Os motivos da rebelião vinham dos tempo da presidência de Floriano Peixoto. Desde aquela época as Forças Armadas serviam totalmente aos interesses das oligarquias que governavam o Brasil. No começo do século XX, porém, jovens oficiais (tenentes e capitães, em sua maioria) da Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, passaram a defender a idéia de que o Exército deveria apenas &#8220;servir à nação&#8221;.<br />
Esses oficiais estavam insatisfeitos com o comando do Exército e com a própria oligarquia a que serviam. Por conviverem diretamente com os soldados rasos, os tenentes e os capitães percebiam as dificuldades econômicas por que passavam as classes média e baixa da população. Indignavam-se também com o favorecimento das polícias estaduais, controladas pelos políticos do interior e mais bem equipadas que o próprio Exército. Revoltavam-se também com o fato de serem obrigados a defender um regime que julgavam corruptos. Na verdade, acreditavam que o Exército poderia salvar o povo da situação em que os políticos teriam lançado o Brasil.<br />
Como você já teve oportunidade de ver, no regime oligárquico não existia exatamente oposição de interesses entre grupos ou partidos, mas desentendimentos, resolvidos sempre no âmbito da classe social dos grandes cafeicultores - os verdadeiros donos do poder, na república Velha. Operários, camponeses, trabalhadores do comércio, pequenos proprietários, soldados, funcionários públicos e mulheres não participavam das decisões políticas, ainda que greves e manifestações populares exigissem cada vez mais respostas do governo.<br />
O movimento de oficiais militares, chamado tenentismo, surgiu exatamente como oposição exterior aos grupos que dominavam o governo, e manifestou-se pela primeira vez durante a sucessão do presidente Epitácio Pessoa, indicado por Minas e São Paulo para substituir Rodrigues Alves, que, eleito em 1918, faleceu antes de tomar posse.<br />
O movimento integrava um quadro de crise mais amplo. Entre 1920 e 1921, porém, a superprodução de café (16,2 milhões de sacas), estimulada durante os anos da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), coincidiu com uma breve, mas grave recessão econômica nos Estados Unidos, o maior comprador do produto. A crise norte-americana fez reduzir o preço internacional do café brasileiro. O governo de Epitácio Pessoa, de 1919 a 1922, tomando uma série de medidas para proteger os lucros dos cafeicultores, enfrentou a insatisfação dos produtores de borracha, cacau, charque, couro etc.<br />
Além disso, Epitácio Pessoa teve vários atritos com os militares, pois, entre outras atitudes que os descontentaram, o presidente nomeara civis para chefiar o Ministério da Guerra e o da Marinha.<br />
A sucessão do presidente ocorreu em meio a uma crise política em que as oligarquias de estados politicamente menos influentes se uniram para derrotar as que vinham dominando a política no país. O mineiro Artur Bernardes, escolhido pelas elites de Minas e São Paulo, teve como opositor o fluminense Nilo Peçanha - cujo candidato a vice era o governador da Bahia, José Joaquim Seabra, apoiado por Pernambuco, Unidas, forças políticas do Rio e da Bahia fundaram a Reação  Republicana para lançar seu candidato e ao mesmo tempo buscar o apoio das populações urbanas - cuja importância eleitorial vinha crescendo.<br />
Antônio Augusto Borges de Medeiros, antigo líder político do Rio Grande do Sul (governou o estado de 1898 a 1908, de 1913 a 1915 e de 1916 a 1928), foi o primeiro a romper com o governo central e a se opor à candidatura de Bernardes. Por trás do rompimento estavam os estancieiros gaúchos, prejudicados pelas medidas de valorização do café, que aumentavam a inflação e diminuíam o consumo de charque pelas classes populares. Os tenentes e os capitães mais radicais estavam dispostos a promover uma insurreição se Bernardes fosse eleito. Entretanto a oposição não venceu, pois o governo usou o suborno e outras práticas habituais de corrupção para eleger seu candidato.</p>
<p><strong>A Coluna Prestes</strong><br />
A Coluna Paulista seguiu em direção ao sul do País, onde se encontrou com uma outra Coluna Militar, liderada por um jovem idealista, considerado muito inteligente por seus colegas do Exército: o Comandante Luís Carlos Prestes, que ficou conhecido como O Cavaleiro da Esperança. As duas forças revolucionárias uniram-se, tornando-se conhecidas, a partir de então, como Coluna Prestes. Esta Coluna percorreu mais de 20000 quilômetros através de doze Estados brasileiros, procurando despertar na população a revolta contra o poder das oligarquias. O Governo perseguiu sem descanso as tropas da Coluna Prestes. Esta, porém, através de brilhantes manobras militares, conseguiu escapar às perseguições, permanecendo por dois anos no País. Em 1926, ao final do mandato de Artur Bernardes, a Coluna resolveu ingressar em território boliviano, onde, finalmente, se desfez. Luis Carlos Prestes voltou, posteriormente, ao País, tornando-se um dos principais líderes do Partido Comunista Brasileiro.<br />
A Revolta do Forte de Copacabana, a Revolução de 1924 e a Coluna Prestes não produziram efeitos imediatos na estrutura política brasileira. Conseguiram, contudo, acender e manter acesa a chama revolucionária que objetivava libertar o País do jugo das poderosas oligarquias.</p>
<p><strong>Fonte:</strong> CD Livro Eletrônico - Ed. Didática Paulista<br />
<strong>Coordenado:</strong> Sandro da Silva Pinto</p>
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		<title>O Príncipe - Nicolau Maquiavel</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Nov 2008 13:21:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Artes e Cultura]]></category>

		<category><![CDATA[Educação]]></category>

		<category><![CDATA[O Príncipe livro]]></category>

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		<description><![CDATA[1- Sobre o autor, Nicolau Maquiavel:Maquiável:
Nicolau Maquiavel nasceu em Florença a 3 de maio de 1469. Sua família, cuja origem remonta ao XII século XII, era uma antiga família da Toscana e que pertencia ao partido quelfo ou pontifical. Os Maquiavel tinham abandonado Florença em 1260, depois da derrota de Montaperti; mas voltaram mais tarde [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>1- Sobre o autor, Nicolau Maquiavel:Maquiável:</strong><a href="http://www.idealdicas.com/wp-content/nicolau.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-5113" title="nicolau" src="http://www.idealdicas.com/wp-content/nicolau.jpg" alt="" width="81" height="103" /></a><br />
Nicolau Maquiavel nasceu em Florença a 3 de maio de 1469. Sua família, cuja origem remonta ao XII século XII, era uma antiga família da Toscana e que pertencia ao partido quelfo ou pontifical. Os Maquiavel tinham abandonado Florença em 1260, depois da derrota de Montaperti; mas voltaram mais tarde e participaram largamente dos cargos públicos, num período de mais de três séculos.</p>
<p><span id="more-5112"></span></p>
<p>A juventude de Maquiavel não deixou traço digno de memória. Sabe-se somente que em 1494 foi copista de Marcelo Virgílio Adriani, professor de literatura grega a latina e secretário da República de Florença. Mais tarde, tinha ele vinte e nove anos completos, Maquiavel foi nomeado chanceler na segunda chancelaria e, enfim, secretário dos dezDez magistrados da liberdade e da paz, ofício que constituía o governo da república. Ocupou este posto durante catorze anos e cinco meses, e nesse espaço de tempo lhe foram confiadas vinte e três legações no exterior.<br />
Das missões de Maquiavel, a mais importante foi sem dúvida a legação junto a César Bórgia (1502). Aceitou ele de mau grado o encargo que o obrigava a mudar a sua modesta vida e a tratar com o duque em nome do governo de Florença.<br />
A sua ação, no desempenho desta missão, não mudou o curso dos acontecimentos políticos, mas o encontro com o duque Valentino foi importante para o desenvolvimento do seu pensamento, e a legação à Romanha decidiu o seu destino de escritor político.<br />
Em 1527, de volta de uma viagem a Cività Vecchia, adoece e morre a 22 de junho do mesmo ano, &#8220;depois de ter confessado os seus pecados ao irmão Mateus, que ficou ao pé dele até que cessasse de viver&#8221;, como diz o seu filho Pero em carta a Francesco Melli. Os despojos de Maquiavel foram sepultados na igreja da Santa Cruz.<br />
Suas obras:<br />
•Príncipe<br />
•Os Discursos Sobre a Primeira Década de Tito Lívio<br />
•Os Sete Livros Sobre a Arte da Guerra<br />
•As Comédias<br />
•A Vida de Castruccio Castracani</p>
<p><strong>1.1- Maquiavel Na Atualidade </strong><br />
Modernamente, os estudos têm procurado romper com a tradição de crítica do ponto de vista oral, ou com a utilização da obra de Maquiavel como instrumento ideológico. Procura-se mais amplamente determinar a contribuição específica que ele deu à história das idéias, especialmente aquilo que se refere aos domínios pertencentes à ciência política.<br />
A tendência é não mais ver o pensamento de Maquiavel como geometria euclidiana da política eterna, mas como pensamento de seu tempo. Por outro lado, o problema da existência ou não de unidade intrínseca entre seus diversos escritos - especialmente os Discursos sobre a Primeira Década de Tito Lívio e O Príncipe - não é avaliado segundo as disputas filosóficas que propiciou.<br />
O maquiavelismo antecede a Maquiavel como repositório de práticas que informavam a ação dos detentores do poder; ele simplesmente teria sistematizado esse conhecimento, transformando-o em engenharia operacional de governo. Nela não haveria lugar para a moral, e o amoralismo dos meios não prejudicaria os resultados se estes são bons.<br />
<strong>2- Contextualização</strong><br />
<strong>2.A - Sociedade de Maquiavel (1469-1527)</strong><br />
2.A.1- 	Cristandade em decadência: conflitos entre o poder divino (Igreja) e o poder temporal (Estado).<br />
2.A.2- 	Processo de ascensão do capitalismo: mercantilismo.<br />
2.A.3- 	Desenvolvimento do Estado Nacional: soberanos locais são absorvidos pelo fortalecimento das monarquias e pela crescente centralização das instituições políticas (cortes de justiça, burocracias e exércitos).<br />
2.A.4- 	Estado absoluto: preserva a ordem de privilégios aristocráticos (mantendo sob controle as populações rurais), incorpora a burguesia e subordina o proletariado incipiente.<br />
2.A.4.1- 	Inglaterra e França: consolidam poder central.<br />
2.A.4.2- 	Itália não realiza unificação nacional: é um conglomerado de pequenas cidades- estado rivais, disputados pelo Papa, Alemanha, França e Espanha.</p>
<p><strong>2.B- Concepção de homem em Maquiavel </strong><br />
2.B.1- 	Racionalidade instrumental: busca o êxito, sem se importar com valores éticos.<br />
2.B.2- 	Cálculo de custo/benefício: teme o castigo.<br />
2.B.3- 	Natureza humana:<br />
2.B.3.1- Homem possui capacidades: força, astúcia e coragem.<br />
2.B.3.2- Homem é vil, mas é capaz de atos de virtude.<br />
2.B.3.3- Mas não se trata da virtude cristã.<br />
2.B.3.4 - Não incorpora a idéia da sociabilidade natural dos antigos.<br />
2.B.4- 	O homem não muda: não incorpora o dogma do pecado original: natureza decaída que pode se regenerar pela salvação divina.</p>
<p><strong>2.C- Concepção da História em Maquiavel</strong><br />
2.C.1-	Perspectiva cíclica, pessimista, de inspiração platônica.<br />
2.C.1.1- Tudo se degenera, se sucede e se repete fatalmente.<br />
2.C.1.2 -Todo princípio corrompe-se e degenera-se.<br />
2.C.1.3 -Isto só pode ser corrigido por acidente externo (fortuna) ou por sabedoria intrínseca (virtu).<br />
2.C.2 -	Não manifesta perspectiva teleológica à humanidade não tem um objetivo a ser atingido.<br />
2.C.2.1 -A política não admite a teleologia cristã: o caminho da salvação, a construção do Reino de Deus entre os homens.<br />
2.C.2.2 -Também não pensa a história sob a perspectiva dos modernos: não menciona a idéia do progresso à estrutura cíclica.</p>
<p><strong>2.D- Concepção de Política em Maquiavel</strong><br />
2.D.1 -	Política: pela primeira vez é mostrada como esfera autônoma da vida social.<br />
2.D.1.1 -Não é pensada a partir da ética nem da religião: rompe com os antigos e com os cristãos.<br />
2.D.1.2 -Não é pensada no contexto da filosofia: passa a ser campo de estudo independente.<br />
2.D.2 -	Vida política: tem regras e dinâmica independentes de considerações privadas, morais, filosóficas ou religiosas.<br />
2.D.2.1 -Política: é a esfera do poder por excelência.<br />
2.D.2.2 -Política: é a atividade constitutiva da existência coletiva: tem prioridade sobre todas as demais esferas.<br />
2.D.2.3 -Política é a forma de conciliar a natureza humana com a marcha inevitável da história: envolve fortuna e virtu.<br />
2.D.3 -	Fortuna: contingência própria das coisas políticas: não é manifestação de Deus ou Providência Divina.<br />
2.D.3.1 -Há no mundo, a todo momento, igual massa de bem e de mal: do seu jogo resultam os eventos (e a sorte).<br />
2.D.4 -	Virtu: qualidades como a força de caráter, a coragem militar, a habilidade no cálculo, a astúcia, a inflexibilidade no trato dos adversários.<br />
2.D.4.1 -Pode desafiar e mudar a fortuna: papel do homem na história.</p>
<p><strong>2.E- Concepção de Estado em Maquiavel</strong><br />
2.E.1 - Não define Estado: infere-se que percebe o Estado como poder central soberano que se exerce com exclusividade e plenitude sobre as questões internas externa de uma coletividade.<br />
2.E.2 - Estado: está além do bem e do mal.<br />
2.E.2.1 -Estado: regulariza as relações entre os homens: utiliza-os nos que eles têm de bom e os contém no que eles têm de mal.<br />
2.E.2.2 - Sua única finalidade é a sua própria grandeza e prosperidade.<br />
2.E.2.3 -Daí a idéia de &#8220;razão de Estado&#8221;: existem motivos mais elevados que se sobrepõem a quaisquer outras considerações, inclusive à própria lei.<br />
2.E.2.4 -Tanto na política interna quanto nas relações externas, o Estado é o fim: e os fins justificam os meios.</p>
<p><strong>2.F- &#8220;O Príncipe&#8221;: não se destina aos governos legais ou constitucionais</strong><br />
2.F.1 -	Questão: como constituir e manter a Itália como um Estado livre, coeso e duradouro? Ou como adquirir e manter principados?<br />
2.F.2 -	A tirania é uma resposta prática a um problema prático.<br />
2.F.3 -	&#8220;O Príncipe&#8221;: não há considerações de direito, mas apenas de poder: são estratégias para lidar com criações de força.<br />
2.F.4 -	Teoria das relações públicas: cuidados com a imagem pública do governante.<br />
2.F.5 -	Teoria da cultura política: religião nacional, costumes e atos social como instrumentos de fortalecimento do poder do governante.<br />
2.F.6 -	Teoria da administração pública: probidade administrativa, limites à tributação e respeito à propriedade privada.<br />
2.F.7 -	Teoria das relações internacionais:<br />
2.F.7.1 -Exércitos nacionais permanentes, em lugar de mercenários.<br />
2.F.7.2 -Conquista, defesa externa e ordem interna.<br />
2.F.7.3 -A guerra é a verdadeira profissão de todo governante e odiá-la só traz desvantagens.</p>
<p><strong>3- Sobre a obra O Príncipe</strong><br />
Em sua obra &#8220;O Príncipe&#8221;, Nicolau Maquiavel mostra a sua preocupação em analisar acontecimentos ocorridos ao longo da história, de modo a compará-los à atualidade de seu tempo.<br />
&#8220;O Príncipe&#8221; consiste de um manual prático dado ao Príncipe Lorenzo de MédiciMédice como um presente, o qual envolve experiência e reflexões do autor. Maquiavel analisa a sociedade de maneira fria e calculista e não mede esforços quando trata de como obter e manter o poder.<br />
A obra é dividida em 26 capítulos, que podem ser agregados em cinco partes, a saber:<br />
capítulo I a XI: análise dos diversos grupos de principados e meios de obtenção e manutenção destes;<br />
Na primeira parte (cap. I a XI), Maquiavel mostra, através de claros exemplos, a importância do exército, a dominação completa do novo território através de sua estadia neste; a necessidade da eliminação do inimigo que no país dominado encontrava-se e como lidar com as leis preexistentes à sua chegada; o consentimento da prática da violência e de crueldades, de modo a obter resultados satisfatórios, onde se encaixa perfeitamente seu tão famoso postulado de que &#8220;os fins justificam os meios&#8221; como os pontos mais importantes.</p>
<p><strong>capítulo XII a XIV: discussão da análise militar do Estado;</strong><br />
Já na segunda (cap. XII ao XIV), reflete sobre os perigos e dificuldades que tem o Príncipe com suas tropas, compostas de forças auxiliares, mistas e nacionais, e destaca a importância da guerra para com o desenvolvimento do espírito patriótico e nacionalista que vem a unir os cidadãos de seu Estado, de forma a torná-lo forte.</p>
<p><strong>capítulo XV a XIX: estimativas sobre a conduta de um Príncipe;</strong><br />
Do capítulo XV ao XIV, vê-se a necessidade de uma certa versatilidade que deve adotar o governante em relação ao seu modo de ser e de pensar a fim de que se adapte às circunstâncias momentâneas - &#8220;qualidades&#8221;, em certas ocasiões, como afirma o autor, mostram-se não tão eficazes quanto &#8220;defeitos&#8221;, que , nesse caso, tornam-se próprias virtudes; da temeridade dele perante a população à afeição, como medida de precaução à revolta popular, devendo o soberano apenas evitar o ódio; da utilização da força sobreposta à lei quanto disso dependeram condições mais favoráveis ao seu desempenho; e da sua boa imagem em face aos cidadãos e Estados estrangeiros, de modo a evitar possíveis conspirações.</p>
<p><strong>capítulo XX a XXIII: conselhos de especial interesse ao Príncipe;</strong><br />
Em seguida, constata-se um questionamento das utilidade das fortalezas e outros meios em vistas fins de proteção do Príncipe; o modo em que encontrará mais serventia em pessoas que originalmente lhe apresentavam suspeitas em contrapartida às primeiras que nele depositavam confiança; como deve agir para obter confiança e maior estima entre seus súditos; a importância da boa escolha de seus ministros; e uma espécie de guia sobre o que fazer com os conselhos dados, estes, raramente úteis, quando se considera o interesse oculto de quem os dá.</p>
<p><strong>capítulo XXIV a XXVI: reflexão sobre a conjuntura da Itália à sua época;</strong><br />
Na última parte, que abrange os três capítulos finais, Maquiavel foge de sua análise propriamente &#8220;maquiavélica&#8221; na forma de um apelo à família real, de modo que esta adote resoluções em favor da libertação da Itália, dominada então pelos bárbaros.<br />
Terminada a breve exposição dos principais temas abordados no livro &#8220;O Príncipe&#8221; aqui sintetizado, conclui-se ser tamanha a complexidade organizacional de um Estado, que se recorre a todo e qualquer meio, justo ou injusto, da república à tirania, par ter-se como conseqüência não um país justo no sentido próprio da palavra - ao menos não se julga, habitualmente, haver uma possibilidade de fazer-se justiça com relação a todos os integrantes de uma sociedade ou grupo de extensão considerável, já que os interesses são os mais variados, mas estável, governável e próprio de orgulho por suas partes e, principalmente, de respeito perante aos demais países/nações, o que certamente propiciaria um meio sadio e mais tranqüilo de viver-se, tanto ao Príncipe quanto aos seus seguidores.</p>
<p><strong>4- Resumo do livro O Príncipe:<br />
Introdução</strong><br />
Como Segundo Chanceler de Florença, Maquiavel, e tinha uma vida política muito ativa. Era uma época de mudanças, o sistema feudal era substituído pela produção capitalista, a soberanias eram absorvidas pelas monarquias, e existia uma centralização do poder na Europa exceto na Itália.<br />
Maquiavel, então participava de encontros com as cortes estrangeiras para fazer acordos políticos. A experiência de sua vida é relatada neste livro, mostrado para o homem comum as verdadeiras intenções de um governante ambicioso.<br />
Niccoló Machiavelli - Ao magnífico Lorenzo, filho de Piero de Médici<br />
Os príncipes ganham sempre bons presentes, que estão a sua altura, porém não encontrei entre minhas posses, nada além das experiências que adquiri ao longo de minha vida, e que agora remeto a Vossa Magnificência, reduzidas em um pequeno volume.<br />
Portanto, aceite este pequeno presente, e lendo esta obra, o meu desejo de que atinja aquela grandeza que a fortuna e demais qualidades lhe asseguram.<br />
Capítulo I - De quantas espécies são os principados e quantas são as maneiras em que se adquirem<br />
Os Estados podem ser republicas ou principados, que foram herdados pelo sangue, ou foram adquiridos recentemente. Os novos, tais como Milão com Francesco Sforza, ou tais membros juntados a um Estado que recebe por herança um príncipe, tal o reino de Nápoles ao rei da Espanha. Estes domínios recebidos, são sujeitos a um príncipe ou livres, e são adquiridos por tropas alheias ou próprias.</p>
<p><strong>Capítulo II - Dos principados hereditários</strong><br />
Não falarei das  repúblicas, mas só dos principados, e tentarei mostrar como os principados herdados podem ser governados e mantidos. Estados ligados a família de seu príncipe, tem-se menores dificuldades para se governar dos que os novos, pois, basta não abandonar o procedimento dos antecessores, se o príncipe for inteligentes se conservará no poder.<br />
Na Itália, por exemplo, temos o duque de Ferrara, que opôs resistência ao ataque dos Venezianos em 1484, e aos do Papa Júlio em 1510, apenas porque antigo era o domínio de sua família, e era evidente que se tornasse mais querido.</p>
<p><strong>Capítulo III - Dos principados mistos</strong><br />
A maior dificuldade está nos principados novos, que também podem ser Estado reunido ao hereditário, que poderíamos chamar de principado misto, isto porque o povo revolta-se com o novo príncipe que precisou ofender os novos súditos com sua tropa e através e outras ofensas que uma recente conquista provoca.<br />
Então serão seus inimigos todos aqueles que foram prejudicados com a ocupação dos do principados, e seus amigos serão aqueles que te colocaram lá, pois, estavam insatisfeitos, e mesmo que estejas fortalecido não poderá ser violento contra eles, pois, precisa das boas graças dos habitantes. Este foi o erro de Luís XII, Rei da França, quando ocupou Milão, que teve o mesmo povo que abriu as portas, contra ele, quando percebeu que erram a respeito do bem que traria aquele príncipe.<br />
Estados conquistados e acrescentados a um Estado Antigo, sendo na mesma província e de idêntica língua, facilmente são sujeitados, sobretudo se não têm o costume de viver livres.<br />
Para Estados com línguas diferentes, mas com mesmos costumes, o conquistador, para conserváconserva-los, deve ter em mira duas regras: primeira, extinguir a linguagem do antigo príncipe; segunda, não modificar leis e impostos.<br />
Já em uma província com língua, costumes e legislação diferentes, o modo mais eficaz de conquistar é o príncipe ir habitá-la, assim poderá acabar com as desordens, logo quando forem surgindo, do contrário, quando a notícia chegar será tarde para agir. Outra maneira é formar colônias em alguns lugares da província conquistada.<br />
Os Romanos, organizaram colônias nas províncias conquistadas. Na, veja na província da Grécia, Roma fomentouformentou os Aqueus e os Etólios, submeteu o reino dos Macedônios, expulsou Antíoco.<br />
O desejo de conquista é coisa realmente natural e comum e os homens que podem satisfazê-los serão louvados sempre e nunca recriminados. Mas não o podendo e querendo fazê-lo de qualquer modo, aí estão em erro, e merecem censura.</p>
<p><strong>Capítulo IV - Razão por que o Reino de Dario, ocupado por Alexandre, não se revoltou com os sucessores deste.</strong><br />
O fato de Alexandre Magno, ter conquistado em poucos anos a Ásia, e depois ter morrido logo em seguida, e o povo não ter-se revoltado contra os sucessores é espantoso. Dos principados que recordamos, dois são os modos que se governam: ou por príncipes auxiliados por ministros, ou por um príncipe e barões.<br />
Tais barões têmtem domínio e súditos próprios, que os reconhecem como senhores e dedicam-lhes natural afeto.<br />
Agora considerando-se a natureza do governo de Dario, ter-se -á que é semelhante à do sultão da Turquia. Se foi necessário a Alexandre desbaratar o inimigo em bloco após a vitória, morto Dario, teve o estado seguro. E os sucessores de Alexandre, tivessem eles mantido unidos, poderiam desfrutar ociosos aquele reino; não houve aí outras turbações senão aquelas que eles mesmo provocaram.<br />
A conquista de um povo, não é mérito só do vencedor, mas das diferenças dos povos subjugados.</p>
<p><strong>Capítulo V - Do modo de manter cidades ou principados que antes de ocupados se governavam por leis próprias</strong><br />
Explanação de como conservar governos com ideologias natas. Por mais que novas ideologias sejam infiltradas, as antigas leis do principado perdurarãoperdurão até que o novo principado transgridatrasgrida as regras antigas e declare novas regras contanto que se permita que &#8220;&#8230;repouse a lembrança da perdida liberdade.&#8221;</p>
<p><strong>Capítulo VI - </strong>Dos principados novos que são conquistados pelas armas e com nobreza<br />
Citação de exemplos de Moisés, Teseu, entre outros, que por virtude própria tornaram-se príncipes.</p>
<p><strong>Capítulo VII - </strong>Dos principados novos que são conquistados com armas e com virtudes alheias<br />
O autor transcorre a respeito de César BórgiaBorgia, filho do papa Alexandre VI, cujas conquistas foram impulsionadas pelo poder da posição de seu pai e, depois, por alianças com pessoas de punho mais firme que ele, como Remirro de Orco.</p>
<p><strong>Capítulo VIII - Dos que chegaram ao principado pelo crime</strong><br />
Neste capítulo o autor trata o fato de se atingir o principado através de &#8220;&#8230;atos maus ou nefandos&#8230;&#8221;.Vale destacar a forma que Maquiavel propõe da maneira como devem discorrer as injúrias ao povo, segundo ele &#8220;&#8230;todas de uma só vez, para que, durando pouco tempo, marquem menos&#8230;&#8221;.Também é interessante a maneira com que os benefícios ao povo devem ser proporcionados:&#8221;&#8230;pouco a pouco, para serem melhor saboreados&#8230;&#8221;.</p>
<p><strong>Capítulo IX - Do principado civil</strong><br />
O que se pode denominar principado civil, sendo que não é necessário grande valor ou fortuna, mas sim astúcia. Este é alcançado pelo favorecimento dos grandes ou do povo. Nas cidades encontram essas duas disposições, sendo que o povo não quer ser oprimido pelos grandes e os grandes desejam comandar e oprimir o povo. A estes dois apetites produzam os efeitos; o principado, a liberdade ou a liderança.<br />
O principado é obra do povo ou dos grandes segundo a oportunidade acolhida por um ou por outro. Os grandes percebem que não podem se opor ao povo, começam a promover a reputação de um membro do povo e o fazem príncipe. Este para se conservar no poder tem dificuldades. Já o povo percebendo sua incapacidade de se opor aos grandes, concede prestigio a alguém e o torna príncipe, mediante sua autoridade, ser defendido. Este ajuda o povo não tendo dificuldades, pois estáesta cercado de outros que lhe parecem iguais.<br />
Por outro lado aquele que atinge a condição de príncipe graças ao povo encontra-se só, não tendo em torno de si ninguém ou poucos que não estejam prontos a obedecê-lo. Pode honestamente e sem prejuízo de outros satisfazer aos grandes, mas certamente pode-se satisfazer o povo, pois este tem uma meta bem mais honrada que os grandes, desejando estes oprimir e o povo não se deixar oprimir.<br />
O pior que o príncipe pode esperar de um povo hostil é ser abandonado  por ele; mas os grandes hostis não deve apenas temer que o abandonem, as também que o ataquem. Este príncipe deve viver sempre com o mesmo povo, mas nem sempre com os mesmos grandes.<br />
Para um príncipe é necessário contar com a amizade do povo, caso contráriocontrario não haverá soluções nas adversidades. Um príncipe sábio deve pensar em um modo pelo qual seus cidadãos, sempre e em quaisquer circunstâncias, careçam do Estado e dele, com o que eles lhe depois sempre fiéis.</p>
<p><strong>Capítulo  X - Como devem ser medidas as forças de todos os principados</strong><br />
Os príncipes capazes de se conservarem por si só, que podem, por abundância de homens e de dinheiro, constituir um exercito forte e enfrentar qualquer assaltante. Estes exércitos devem ser regidos por leis. Deste modo este principado terá uma cidade fortificada, mas que não se faça odiado.<br />
A natureza humana obriga ao homem tanto benefícios feitos pelos que recebeu. Pode-se concluir que não será difícil a um príncipe prudente garantir-se de seu povo.</p>
<p><strong>Capítulo XI - Os principados Eclesiásticos</strong><br />
Para este aparecem toda espécie de obstáculos, porque são obtidos pelo mérito ou pela fortuna, mas são mantidos pela rotina da religião. Estas são tão forte que conseguem manter seus príncipes tenham estes a vida que for. Por este poder tais principados são considerados seguros e felizes.<br />
É de se esperar que, se alguns fizeram o Papado poderoso pelas armas. O pontífice atual, por sua bondade e muitas outras virtudes, o faça mais forte e venerado.</p>
<p><strong>Capítulo XII - Das espécies de milícias e dos soldados mercenários</strong><br />
Faz-seSe faz necessário que um príncipe tenha fundamentos sólidos; como boas leis e princípios. Como boas leis não existem onde não há armas, portanto, as forças com as quais um príncipe conserva o seusue Estado são próprias ou mercenárias auxiliares ou mistas. As mercenárias e auxiliares são inúteis e perigosas, pois não são de fato ligadas ao príncipe, são ambiciosas, sem disciplina, infiéis, insolentes com os amigos e covardes como inimigos, não temem a Deus, nem fazem fé nos homens. Sendo assim o príncipe apenas retarda sua própria ruína.<br />
O príncipe deve se fazer capitão, a República mandará para esse cargo um de seus cidadãos, mas sendo infeliz deve substituí-lo imediatamente. Mas se este revelar seu valor deve a República assegurar-se por meio de leis suas atribuições.<br />
Os capitães afastavam de si e de seus soldados, o medo e o trabalho, poupando-se nos combates e fazendo-se prender uns aos outros sem resgate. A eles tudo era permitido em seu código militar, que tinha por objetivo evitar o trabalho e os perigos. Deste modo escravizaram e infamaram a Itália.</p>
<p><strong>CAPÍTULO XIII - Das tropas auxiliares, mistas e nativas</strong><br />
As tropas auxiliares são mandadas por poderosos  em teu auxílio. Estas podem ser boas e úteis, mas em caso de derrota está abatido e em caso de vitória será seu prisioneiro. As forças mercenárias, após uma vitoria necessitam de mais tempo para causar mal, pois foram organizadas e são remuneradas por ti.<br />
Todos os príncipes prudentes repeliam este tipo de tropas, as auxiliares, sempre preferiam suas próprias tropas para assim poder chegar a uma vitória de fato.<br />
Com esta observação de diferentes tropas conclui-se que sem possuir tropas próprias nenhum príncipe está garantido a não ter contratempos. As forças próprias são compostas de súditos ou cidadãos, ou de servos; todas as outras são mercenárias ou auxiliares.</p>
<p><strong>CAPÍTULO XIV - Dos deveres do príncipe para com as tropas.</strong><br />
Um príncipe deve, portanto, ter como único objetivo a guerra e sua regulamentação e disciplina, pois é a única obrigação de quem comanda.</p>
<p><strong>CAPÍTULO XV - Das razões pelas quais os homens e sobretudo os príncipes são louvados ou vituperados.</strong><br />
O príncipe deve aprender a capacidade de não ser bom e empregar ou não essa capacidade segundo a necessidade.</p>
<p><strong>CAPÍTULO XVI - Da generosidade e da parcimônia</strong><br />
O príncipe deve procurar ser generoso, porém se houver muita generosidade, esta será prejudicial. A generosidade conduz o príncipe a pobreza ou a fama de desprezível. Portanto é melhor o príncipe ter a imagem de miserável,, a qual gera má fama, contudo, sem ódio.</p>
<p><strong>CAPÍTULO XVII - Da crueldade e da piedade e se é preferível ser amado ou temido</strong><br />
Todo príncipe deve buscar ser conhecido pela sua clemência, mas se for necessário ao príncipe ter a fama de cruel para manter seu reino, assim deve o príncipe agir.</p>
<p><strong>CAPÍTULO XVIII - De que maneira devem os príncipes guardar a fé da palavra empenhada</strong><br />
O príncipe não deve ter outra finalidade nem outro pensamento, senão a guerra, seu regulamento e disciplina, pois esse é a única arte que se atribui a quem comanda. Ela é de tal poder que não só mantém os que nasceram príncipes, porém muitas vezes eleva àquela qualidade cidadãos de condição particular. Um príncipe não versado de milícia, além de outras desventuras, como se disse, não pode ter a estima de seus soldados nem confiar neles. Um príncipe sábio deve considerar as histórias de outros países e meditar as ações de homens ilustres, estudar as razões de suas derrotas e vitórias e jamais estar ocioso nos tempos de paz; deve isto sim, de modo inteligente, ir formando cabedal de que tire proveito nas adversidades, para estar a qualquer tempo preparado para resistir-lhes.<br />
Os príncipes se fazem notáveis pelas qualidades que lhes trazem reprovação ou louvor. Qualquer um reconhecerá que muito louvável seria um príncipe possuísse, de todas as características tidas por boas; mas a condição do homem é tal, que não permite a posse completa delas; é preciso que o príncipe seja tão prudente que saiba evitar os defeitos que lhe tirariam o governo e praticar as qualidades próprias para lhe garantir a posse dele.<br />
A liberalidade usada para que se espalhe a tua fama de liberal não é virtude; se ela se pratica de modo virtuoso e como se deve, será ignorada e não escaparás da má fama de seu contrário. Portanto, não podendo usar dessa virtude sem prejuízo para si mesmo, deve ele, sendo prudente, desprezar a pecha de avaro, pois com o tempo, poderá demonstrar que é sempre mais liberal, pois verá o povo que a parcimônia do príncipe faz que lhe baste a sua receita, podendo defender-se dos que lhe movem guerra, e está deste modo sendo liberal para todos aqueles dos quais nada tira, que são muitos, e avarento para aqueles aos quais nada dá, que são muitos poucos.<br />
É mais prudente ter fama de miserável, o que acarreta má fama sem ódio, do que, para ter fama de liberal, ser elevado a incorrer também na de repasse, o que constitui infâmia odiosa.<br />
Cada príncipe deve querer ser considerado piedoso e não cruel; não obstante, deve cuidar de empregar de modo conveniente essa piedade. Não deve, pois, importar ao príncipe a pecha de cruel para conservar seus súditos unidos e com fé, porque, com pequenas exceções, ele é mais piedoso do que por excesso de clemência deixam que surjam desordens, das quais podem se originar assassínios ou rapinagens. É que tais conseqüências prejudicam todo o povo e as execuções prejudicam a um só. Muito mais seguro é ser temido  que amado quando seja obrigado a falhar numa das duas. Os homens hesitam menos em ofender aos que se fazem amar, do que aqueles que se tornam temidos. Deve-se o príncipe fazer-se temido de modo que, se não for amado, ao menos evite o ódio, pois fácil é ser ao mesmo tempo temido e não odiado. Portanto, um príncipe sábio ama os homens como querem ser amados, e sendo temido por eles como queira, deve firmar-se no que é seu e não sobre o alheio. Enfim, deve apenas evitar ser odiado.<br />
Há duas formas de combater: uma, pelas leis, outra pela força. A primeira é natural do homem, a segunda dos animais. Ao príncipe se faz preciso, porém, saber empregar de maneira conveniente o animal e o homem, e uma desacompanhada da outra é origem da instabilidade. Não pode um príncipe de prudência, nem deve, guardar a palavra empenhada quando isso lhe é prejudicial e quando os motivos que o determinarem deixarem de existir. Um príncipe não pode seguir a todas as coisas tidas como boas, sendo muitas vezes obrigado, a agir contra a caridade, a fé, a humanidade, a religião. Nas atitudes dos homens, sobretudo dos príncipes, importa apenas o êxito bom ou mau. Trate, portanto, de vencer e conservar o Estado, pois os meios que empregar serão sempre julgados honrosos e louvados, pois o vulgo se deixa levar por aparências e pelas conseqüências dos fatos consumados, e o mundo é formado pelo vulgo, e não haverá lugar para a minoria se a maioria não encontre lugar para se apoiar.</p>
<p><strong>Capítulo XIX - De como se deve evitar o desprezado ou odiado</strong><br />
O príncipe procura evitar coisa que o faça odioso ou desprezível e sempre que agir assim, cumprirá seu dever não achará nenhum perigo nos outros defeitos. O que o torna sobretudo odioso é o ser rapace e usurpador dos bens e das mulheres e de seus súditos. Torna desprezível o ser tido como volúvel, leviano, efeminado, covarde e irresoluto. Tais coisas devem ser evitadas do mesmo modo que o navegante evita um rochedo. Deve ele fazer que em suas ações se reconheça a grandeza, coragem, gravidade e fortaleza, e quanto às ações particulares de seus súditos deve fazer que sua presença seja irrevogável, portando-se de modo tal que ninguém pense enganá-lo ou fazê-lo mudar de idéia.<br />
Deverá defender-se destes com boas armas e bons aliados, e tendo armas sempre terá bons amigos. Os negócios internos, por seu turno, estarão estabilizadas se estabilizadas estiverem as coisas de fora, a não ser aqueles que já estejam perturbados por uma conspiração. A propósito dos súditos deve-se recear que sempre conspirem em segredo, e se tiver conseguido que o povo esteja satisfeito com ele.<br />
A um Príncipe pouco deve-se importar as conspirações se ele é querido do povo, pois se este é seu inimigo e o odeia, deve temer tudo e todos. Deve-se estimar os poderosos, porém não se tornar odiado pelo povo.<br />
E é preciso que se note que o ódio se adquire ou pelas ou pelas más ações. Por isso, um Príncipe desejando conservar o Estado, é freqüentemente obrigado a não ser bom, porque quando aquela maioria, seja povo, senado ou grandes, de que julgas ter precisão para conservar no poder, é corrupta, é conveniente que sigas o seu pensador para satisfazêsatisfaze-la e, assim, as boas ações são prejudicadas.<br />
É de se notar neste ponto que assassínios, deliberados por homens obstinados são impossíveis de serem evitados pelos Príncipes porque todo o que não tiver medo da morte poderá executá-los não deve, entretanto, o Príncipe amedrontar-se, pois são raríssimos. Deve somente evitar, não injuriar gravemente algumas das pessoas que se utiliza e que tenha ao seu lado a serviço de seu governo, como fez Antonino. Tinha este assassinado de modo indigno um irmão daquele centurião, e ameaçada ainda a este diariamente, mas, obstante isso, manteve-o na sua guarda, o que era coisa temerária e capaz de arruiná-lo como sucedeu.<br />
Contudo, quem observar o que foi narrado, entenderá que o ódio e o desprezo foram motivos da ruína de muitos imperadores e conhecerá ainda os motivos pelos quais alguns deles, agindo de uma forma e outros de modo contrário, alguns terminaram bem e outros tiveram triste fim.</p>
<p><strong>Capítulo XX - Se as fortalezas e tantas outras coisas que cotidianamente são feitas pelo príncipe são úteis ou não</strong><br />
Alguns Príncipes, para conservarem com segurança o Estado, deixaram desarmados os seus súditos, outros repartiram as cidades conquistadas mantendo facções para combaterem-se mutuamente, outros alimentaram inimizades contra si próprios, outros entregaram-se à conquista do apoio daqueles que lhe eram suspeitos no princípio de seu Governo, alguns outros construíram fortalezas.<br />
Tirando as armas, principais por ofendê-los, dando a entender que desconfia deles ou que é covarde. Qualquer dessas opiniões levantará ódio contra ti. Não houve Príncipe num principado novo, sempre organiza a força armada, porém, um Príncipe que conquista um novo Estado, que seja anexado ao domínio, então se faz -se preciso desarmar aquele Estado, menos aqueles que tenham ajudado a conquistá-lo a ainda a esses é preciso, com o tempo, torná-los apáticos e moles, de maneira que todas as armas desse Estado estejam com os teus soldados, que junto a ti viviam no Estado antigo.<br />
Muitas vezes, servem melhor ao Príncipe os serviços dos ex-adversários do que os daqueles que, por demasiada segurança, negligenciam os interesses do Príncipe.<br />
Considerando-se todas essas coisas, louvaremos os que edificarem fortalezas e ainda os que não as construírem, e lamentarei os que, confiando em tais meios de defesa, não se preocuparem com o fato de o povo os odiar.</p>
<p><strong>Capítulo XXI - O  que um príncipe deve  realizar para ser estimado</strong><br />
Nada torna um príncipe tão estimado como as grandes empresas e o dar de si raros exemplos.<br />
Um príncipe deve ter o cuidado de não se aliar com um mais poderoso, se não quando for impelido pela necessidade, porque, vencendo, ficará presa do aliado; e os príncipes devem evitar a todo custo estar a mercê de outro.<br />
Deve um príncipe mostrar-se amante das virtudes e honrar aqueles que se destacam numa arte qualquer.</p>
<p><strong>Capítulo XXII - Dos ministros dos príncipes</strong><br />
A escolha dos seus ministros não é uma coisa de mínima importância.<br />
Para que um príncipe possa conhecer bem o ministro, existe este modo que jamais falha: quando percebes que o ministro pensa mais em si mesmo do que em ti, e que em todas as suas ações  procura tirar proveito pessoal, podes estar certo de que ele não é bom, e nunca poderás confiar-te nele; aquele que dirige os negócios do Estado não deve jamais pensar em si mesmo, mas sempre no príncipe e nunca recordar-lhe coisas que estejam fora da esfera do Estado.<br />
O príncipe para garantir-se do ministro, deve pensar nele, honrando-o, fazendo-o rico, fazendo com que ele contraia obrigações para contigo, fazendo-o participar de honras e cargos, de modo que as muitas honrarias não lhe tragam o desejo de outras.</p>
<p><strong>Capítulo XXIII - De como se evitam os aduladores</strong><br />
Outra maneira de proteger-se  da adulação não existe, se não fazer com que os homens compreendam que não te fazem ofensa em dizer a verdade; quando, porém, todos podem dizer-te a verdade, faltar-te-ão ao respeito. Um príncipe prudente deve, pois, portar-se de uma terceira maneira, escolhendo em seu Estado homens sábios e apenas a estes conceder o direito de dizer-lhe a verdade a respeito , porém, somente das coisas que ele lhes inquirir.<br />
Um príncipe deve, pois, aconselhar-se sempre, mas quando ele julgar que o deve e não  quando os outros desejam. Mesmo, julgando que alguém, por medo, não lhe diga a verdade, não deve o príncipe deixar de mostrar o seu desprazer. Conclui-se daí, é que os bons conselhos, venham de onde vierem, nascem da  prudência do príncipe e não a prudência do príncipe dos bons conselhos.</p>
<p><strong>Capítulo XXIV - Porque os príncipes da  de Itália perderam seus Estados</strong><br />
Um príncipe novo é muito mais  vigiado em seus atos do que um hereditário, e quando esses atos mostram virtude, atraem muito mais aos homens e os obrigam muito mais de que a antigüidade do  sangue. Isso porque os homens são muito mais presos as coisas do presente do que àquelas do passado e, quando acham o bem naquelas, contentam-se e nada mais buscam, antes, tomarão a defesa do príncipe se este não falhar nas demais coisas às suas promessas.<br />
Deste modo, esses nossos príncipes que, por muitos anos, possuíram seus principados, para depois vir a perdê-los, não acuse a fortuna, mas sim sua própria ignávia; porque jamais tendo nas boas épocas pensando em que os tempos poderiam  mudar (e é comum nos homens não se preocupar, na bonança, com as tempestades), quando chegaram os tempos adversos, pensaram em fugir e não defender-se e aguardaram que as populações cansadas da insolência dos vencedores os reclamassem outra vez.<br />
Não quererias cair apenas porque acreditas que encontres quem te levante. Isto, ou não sucede, ou, quando sucede, não te trará segurança, porque é fraco meio de defesa o que de ti não depende. E são sempre bons, certos e duradouros os meios de defesa que dependem de ti mesmo e de teu valor.</p>
<p><strong>Capítulo XXV - De quanto pode a sorte nas coisas humanas e de que maneira se deve resistir-lhe</strong><br />
Não desconheço que muitos têm e tiveram a opinião de que as coisas do mundo são dirigidas pela fortuna e por Deus, de modo que a prudência humana não pode corrigi-las, e mesmo não lhes traz nenhum remédio. É o que acontece com rios impetuosos que, quando se tornam encolerizados, alagam as planícies, destroem as árvores, os edifícios, tudo cede ao seu ímpeto, sem poder obstar-lhe; mas não é menos verdade que os homens podem, quando o rio se acalmar, providenciarem diques para que da próxima cólera do rio, este passe por canais que certamente conterão parte dos estragos. O mesmo acontece com a fortuna, o seu poder se manifesta aonde não há resistência organizada.<br />
Relativamente os caminhos que conduzem os homens às finalidades que buscam, podem ser diversos. Nota-se que dois indivíduos para chegarem ao mesmo objetivo podem agir de maneiras maneira totalmente diversas; em contrapartida dois homens agindo da mesma maneira podem não chegar aos mesmos resultados. Mas com toda certeza, de qualquer maneira que se porte o homem, deve ele modificar seu modo de agir de acordo com o tempo e as coisas.<br />
Concluo, pois, por dizer que, modificando-se a fortuna, e conservando os homens, com obstinação, o seu modo de proceder, são felizes enquanto esse modo de agir e as particularidades do tempo combinarem. Não combinando, serão infelizes.</p>
<p><strong>Capítulo XXVI - Exortação ao príncipe para livrar a Itália das mãos dos Bárbaros</strong><br />
Deste modo, tendo ficado como sem vida, aguarda a Itália aquele que lhe possa curar as feridas e dê fim ao saque da Lombardia, aos tributos do reino de Nápoles e da Toscana, e que cure as suas chagas já há muito tempo apodrecidas. Percebe-se que ela pede a Deus que lhe mande alguém que a redima de tais crueldades e insolências de estrangeiros. Vê-se mesmo, que se acha pronta e disposta a seguir uma bandeira, desde que exista quem a levante.<br />
Aqui há muito valor no povo, embora faltem chefes. Observai, nos duelos e torneios, quanto são os italianos superiores em força, destreza e inteligência.<br />
Tratando-se, porém, de exércitos, tais qualidades não chegam a mostrar-se. E tudo deriva da fraqueza dos chefes, pois os que sabem não são obedecidos e todos acreditam saber muito, não tendo surgido até o momento nenhum cujo valor ou sorte de tanto realce que obrigue os demais a abrir-lhe caminho. É por este motivo que em tanto tempo, em tantas guerras que se deram nestes últimos vinte anos, todo exército inteiramente italiano sempre se saiu mal.<br />
É preciso, portanto, preparar as armas, para poder defender-se dos estrangeiros com a própria bravura italiana. E não obstante sejam considerados formidáveis as infantarias suíças e espanholas, têm ambas defeitos, de maneira que uma terceira potência, que viesse a ser criada, poderia não só opor-se mas ter confiança na vitória. Pode-se, pois, conhecendo os defeitos dessas duas infantarias, organizar uma terceira que resista à cavalaria e não tema a sua rival. E daí virá a `formação de uma geração de guerreiros e a alteração dos métodos. E são essas coisas que , reorganizadas, dão reputação e grandeza a um príncipe novo.<br />
Não se deve, pois, deixar escapar-se essa oportunidade, a fim de fazer com que a Itália, após tanto tempo, encontre um redentor. Já fede , para todos, este domínio de bárbaros. Toma, portanto, a vossa ilustre casa esta tarefa com aquele ânimo e aquela fé com que as boas causas são esposadas, a fim de que, sob o seu brasão, esta pátria se enobreça, e sob os seus auspícios se verifique aquela expressão de Petrarcapetrarca.<br />
APÊNDICE - Carta de Machiavelli a Francesco Vettori<br />
Magnífico embaixador. Tardas nunca foram as graças de Deus. Digo tal porque me parecera não ter perdido, mas enfraquecido a vossa graça,  tendo vós ficado tanto tempo sem me escrever e estava eu em dúvida de onde pudesse vir a razão. E a todas quantas me acudiam à  mente dava eu pouca importância, menos àquela pela qual duvidava não houvésseis deixado de escrever-me, porque vos houvesse sido escrito que não fosse eu bom conservador de vossas cartas; e sabia eu que, Felippo e Pagolo exclusive, outros não as tinham visto de mim.<br />
Não posso, pois, desejando render-vos iguais graças, dizer-vos nesta missiva outra coisa a não ser minha vida, e se julgardes deva trocá-la pela vossa, ficaria satisfeito em mudá-la. E como disse Dante, não pode a ciência daquele que não guardou o que escutou - anoto aquilo de que pela sua conversação fiz cabedal e compus um  opúsculo DE PRINCIPATIBUS, onde me aprofundo o mais que posso nas cogitações deste assunto, debatendo o que é principado, de quantas espécies são, como são conquistados, como se podem manter, porque se perdem; e se alguma vez vos agradou uma fantasia minha, não deveria esta vos desagradar. E de minha fé não se deveria duvidar, pois tenho sempre observado a fé, não vou agora quebrá-la; e quem foi  fiel e bom durante quarenta e três anos, que são os que tenho, não deve poder mudar sua natureza; e de minha fé e bondade é testemunho a minha pobreza. Queria, portanto, que ainda me escrevêsseis o que sobre este assunto vos pareça , e a vós me recomendo.</p>
<p><strong>Bibliografia</strong><br />
•MACHIAVELLI, Niccolò. O Príncipe; comentado por Napoleão Bonaparte; tradução de Edson Bini. Curitiba/PR: Hemus - Livraria, Distribuidora e Editora Ltda., 2000.</p>
<p><strong>Por: </strong>Antonio Bernardo da Silva<br />
Antonio Roberto da Silva<br />
Carlos Soares Garcia<br />
Edson Moretão Ramos<br />
José Euclides Lopes<br />
Mara Meira Siqueira Bueno Silva</p>
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		<title>A Respeito do Livro de Salmos</title>
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		<pubDate>Sun, 16 Nov 2008 00:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Estudos Bíblicos]]></category>

		<category><![CDATA[bíblia salmos]]></category>

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		<description><![CDATA[Salmos é o livro de hinos e de orações da Bíblia. Os salmos foram escritos por diferentes autores, durante em período de mais ou menos oitocentos anos, e foram usados pelo povo de Israel nas suas reuniões de adoração a Deus.
Há vários tipos de salmos; hinos de louvor a Deus; orações pedindo ajuda, proteção e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Salmos é o livro de hinos e de orações da Bíblia. Os salmos foram escritos por diferentes autores, durante em período de mais ou menos oitocentos anos, e foram usados pelo povo de Israel nas suas reuniões de adoração a Deus.<br />
Há vários tipos de salmos; hinos de louvor a Deus; orações pedindo ajuda, proteção e salvação; pedidos <a href="http://www.idealdicas.com/wp-content/salmo.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-5084" title="salmo" src="http://www.idealdicas.com/wp-content/salmo.jpg" alt="" width="124" height="93" /></a>de perdão; canções de agradecimento pelas bênçãos de Deus; orações em favor do rei; canções para ensinar as pessoas a praticarem o bem; súplicas para que Deus castigue os inimigos; e outros.<br />
As orações são pessoais e nacionais; algumas mostram os sentimentos íntimos de uma pessoa, enquanto outras representam as necessidades e os sentimentos de todo o povo de Deus.<br />
<span id="more-5083"></span>A forma geralmente usada na poesía dos salmos se chama paralelismo, que é a repetição de uma idéia, com outras palavras, na linha ou nas linhas seguintes. O paralelismo, nas suas várias formas, e a riqueza de comparações dão graça e beleza à poesia hebraica.<br />
Jesus cantou salmos e os citou várias vezes. Eles foram citados mais de cem vezes pelos escritores do Novo Testamento. Através dos séculos os salmos têm sido uma fonte de inspiração e devoção nas reuniões da Igreja Cristã e no seu trabalho nissionário.</p>
<p><span style="font-weight: bold;">Esboço</span></p>
<ul style="font-weight: bold;">
<li>Os salmos estão agrupados em cinco livros, assim:<br />
Primeiro Livro - Salmos 1-41<br />
Segundo Livro - Salmos 42-72<br />
Terceiro Livro - Salmos 73-89<a href="http://www.idealdicas.com/wp-content/salmoii1.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-5086" title="salmoii1" src="http://www.idealdicas.com/wp-content/salmoii1.jpg" alt="" width="118" height="89" /></a><br />
Quarto Livro - Salmos 90-106<br />
Quinto Livro - Salmos 107-150</li>
</ul>
<p><span style="font-weight: bold;">A verdadeira felicidade</span>. <span style="font-style: italic;">1:1,4</span><br />
<span style="font-style: italic;">Feliz aquele que rejeita os conselhos dos maus, não segue o exemplo dos pecadores e não anda com os que zombam de Deus. <span style="font-weight: bold;">2</span> Ao contrário, o seu prazer está na lei do Deus Eterno, e nessa lei ele medita dia e noite. <span style="font-weight: bold;">3</span> Essa pessoa é como árvore que cresce na beira de um riacho; ela dá frutas no tempo certo, e as suas folhas não murcham. E tudo o que essa pessoa faz dá certo.</span><br />
<span style="font-weight: bold;">A grandeza de Deus e o valor do ser humano</span>. <span style="font-style: italic;">8:1,2 -5</span><br />
<span style="font-style: italic;">Ó Deus Eterno, Senhor nosso como é maravilhoso o teu nome em toda a terra! A tua grandeza chega até o céu <span style="font-weight: bold;">2 </span>e é cantada pelas crianças, sim, pelas criancinhas. Tu construíste uma fortaleza para te proteger dos teus inimigos, para acabar com todos os que te desafiam. </span><br style="font-style: italic;" /><span style="font-style: italic;"><span style="font-weight: bold;">5</span> No entanto fizeste o ser humano inferior somente a ti mesmo e lhe deste a glória e a honra de um rei. Tu lhe deste poder sobre todas as coisas que criaste e o fizeste dominar tudo.</span><br />
<span style="font-weight: bold;">Oração de confiança em Deus</span>. 16:5,9<br />
<span style="font-style: italic;">Tu, ó Deus Eterno, és tudo o que tenho e me dás o que eu preciso. A minha vida está nas tuas mãos. </span><span style="font-weight: bold; font-style: italic;">6 </span><span style="font-style: italic;">Como são boas as bênçãos que me dás! Sim, como são maravilhosas! </span><span style="font-weight: bold; font-style: italic;">7</span><span style="font-style: italic;"> Eu louvo ao Deus Eterno, pois ele é o meu conselheiro e durante a noite a minha consciência me avisa.</span><span style="font-weight: bold; font-style: italic;">8</span><span style="font-style: italic;"> Estou certo de que o Deus Eterno está sempre comigo; ele está ao meu lado, e nada pode me abalar. </span><span style="font-weight: bold; font-style: italic;">9</span><span style="font-style: italic;"> Portanto, o meu coração está feliz e alegre, e me sinto bem seguro.</span><br />
<span style="font-weight: bold;">Deus, o nosso pastor</span>. <span style="font-style: italic;">23:1,4</span><br style="font-style: italic;" /><span style="font-style: italic;">O Deus Eterno é o meu pastor: nada me faltará. <span style="font-weight: bold;">2</span> Ele me faz descansar em pastos verdes e me leva a águas tranqüilas. <span style="font-weight: bold;">3 </span>O Eterno me dá novas forças e me guia no caminho certo, como ele mesmo prometeu. <span style="font-weight: bold;">4</span> Ainda que eu ande por um vale escuro como a morte, não terei medo de nada. Pois tu, ó Deus Eterno, estás comigo: tu me proteges e me diriges.</span></p>
<p><!--more--></p>
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		<title>Lidere sem Medo</title>
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		<pubDate>Sun, 16 Nov 2008 02:49:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Ciências e Experiências]]></category>

		<category><![CDATA[Compras e Serviços]]></category>

		<category><![CDATA[Cursos]]></category>

		<category><![CDATA[Educação]]></category>

		<category><![CDATA[liderança]]></category>

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		<description><![CDATA[Creio que a liderança é um dos temas mais fascinantes e estudados em gestão. É uma das maiores responsabilidade de qualquer carreira e algo que pode ser desenvolvido, apesar de existirem pessoas que parecem ter nascido para liderar e conseguem executar essa função com extrema alegria e naturalidade.
Mas a grande maioria dos mortais não nasceu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Creio que a liderança</strong> é um dos temas mais fascinantes e estudados em gestão. É uma das maiores responsabilidade de qualquer carreira e algo que pode ser desenvolvido, apesar de existirem pessoas que parecem ter <strong>nascido para liderar</strong> e conseguem executar essa função com extrema alegria e naturalidade.<a href="http://www.idealdicas.com/wp-content/images.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-5073" src="http://www.idealdicas.com/wp-content/images.jpg" alt="" width="98" height="99" /></a><br />
Mas a grande maioria dos mortais não nasceu com o bumbum virado para a lua e vai ter de se esforçar para ser um bom líder. É sempre bom ter refêrencias, mas liderança é uma experiência única e cada caso é um caso.  Nas referências, procure inspiração, mas nunca imitar comportamentos ou decisões ao pé da letra. Pode ser um tiro no próprio pé.</p>
<p><span id="more-5071"></span></p>
<ul>
<li>Abaixo, listo alguns pontos que irão lhe ajudar a ser um bom líder, mas já adianto que este é um assunto que nunca se esgota.</li>
<li><strong>Gostar de servir</strong>. A liderança servidora propagada por James Hunter tem sido de grande inspiração para muitos líderes. O maior líder de todos os tempos, Jesus Cristo, foi o maior exemplo disso. Eu acredito que, quanto mais alto na hierarquia você está, mais você deve servir e não ser servido. É preciso ter bem claro a quem se serve e com que objetivo. Ter uma preocupação genuína com o crescimento alheio e com o ambiente de trabalho. Ter um maior senso de trabalho em equipe, compartilhar o poder e, principalmente, evitar julgamentos precipitados. Não se colocar em nenhum pedestal, mas sim, junto com os outros no campo de batalha.</li>
<li><strong>Planejar em conjunto</strong>. Gestão do desempenho é díaria e não uma vez por ano. Uma das maiores reclamações dos funcionários é justamente nunca receber um feedback. Torne isso um hábito. O feedback pode ser para toda a equipe, em conjunto e também de forma individual. Reserve um tempinho de sua agenda para conversar, individualmente e de forma informal, com cada pessoa da equipe ou ao menos com as pessoas com quem você lida mais. Nada de transformar o feedback somente em broncas e chamadas de atenção.</li>
<li><strong>Aprender a negociar</strong>. A negociação é uma habilidade que é muito usada na liderança. Negociar valores, prozos, solução de problemas e conflitos. Tenha sempre uma sistemática de negociação, <a href="http://www.idealdicas.com/wp-content/franco.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-5074" src="http://www.idealdicas.com/wp-content/franco.jpg" alt="" width="116" height="116" /></a>conheça o outro lado e seja empático. Tenha controle emocional e sempre busque o máximo de informações sobre o assunto a ser discutido e sobre os outros negociadores, inclusive sobre o aspecto cultural. Negociação de sucesso é onde existem dois lados satisfeitos.</li>
<li><strong>A decisão final é sua</strong>. A responsabilidade pelos resultados é sempre do líder. É claro que temos de ouvir muito, ponderar e alalisar sobre diversos pontos de vista. Algumas vezes, a decisão parece ser em conjunto, mas a decisão final é sempre sua. Liderar, por vezes, exige pulso firme, pois o líder tem a visão do todo e recebe a pressão da equipe e de seus líderes. Muitas de suas decisões serão corretas e outras não; errar faz parte e o mais importante é conseguir aprender com o erro e não ficar imobilizado, frente a uma situação de crise. Todos esperam que os líderes tenham a resposta e saibam como conduzir uma situação. Tenha isso sempre em mente: a decisão final é sempre do líder e não há como repassar essa responsabilidade.</li>
</ul>
<p><strong>Carreira somente crescem quando não temos medo de liderar. É uma responsabilidade enorme; portanto, comece a se preparar e a desenvolver várias das competências que tornam o profissional um líder reconhecido.</strong></p>
<p>Fonte: Desperte seu Talento, Paulo Araújo<br />
Enviado por: Menezes</p>
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