A Crise de Superprodução em 1929

Após a Primeira Guerra Mundial, os Estados Unidos se consolidaram como a maior crise 1929potência econômica do mundo, responsável por 50% da produção industrial mundial. Abastecia seu mercado interno, o mercado europeu e o mercado latino-americano. Nessa época desenvolveu-se o american way of life (estilo de vida amaricana, caracterizado pelo alto consumo).

A partir de 1925, a Europa iniciou seu retorno à industrialização, em vários setores, químico, mecânico e elétrico. Tal recuperação promoveu excesso de produção, o que levou a uma crise de superprodução dentro da economia americana. Os preços dos produtos baixaram e as indústrias demitiram milhões de trabalhadores.
No mês de outubro de 1929 ocorreu uma queda vertiginosa de milhões de ações na Bolsa da Nova York (o crack). Tal fato levou milhares de empresas e banco à falência.
“Os professores primários das escolas públicas deixaram de receber salários, os arquitetos viram seus negócios despencar, milhões de comerciantes faliram, e os agricultores sofreram com extraordinária intensidade. (…) Depressão significou fome, desnutrição, doença, desmoronamento de planos e esperanças, uma descida às condições melancólicas e sombrias de ter de lutar para sobreviver.”(Gilberto Cotrim, História e consciência do mundo, p.36).

Durante o governo do presidente Roosevelt, os Estados Unidos promoveram um conjunto de medidas sócio-econômicas destinadas à superação da crise. Tais medidas receberam o nome de New Deal, inspirado nas idéias do economista inglês John Keynes.
Destacam-se entre as  medidas do New Deal:

  • Trabalho aos desempregados em grandes obras públicas.
  • Empréstimos aos agricultores.
  • Seguro-desemprego.
  • Controle de preços de produtos industriais e agrícolas.
  • Recuperação industrial.

Sem dúvida, o New Deal foi um plano de ação bem-sucedido, pois foi suficiente para recuperar a economia americana.

Fonte: TEMA – Técnicas de Ensino e Metodologias Avançadas. Ed. Didática Paulista. 2007

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